Comprometido com a distribuição de Bíblias em países em desenvolvimento

Como resolver seus problemas financeiros

Como resolver seus problemas financeiros.
Que preocupa mais o leitor?  Será a ameaça de uma guerra
nuclear que pode derrocar toda a vida humana deste planeta?  A
maioria das pessoas se preocupa não com essas questões
mas como fazer com que suas despesas não
ultrapassem o orçamento.

Texto original de Herbert W. Armstrong (1892-1986)

AS preocupações financeiras parecem nos afligir a todos.  Simples-mente isso parece não ter sentido! Se você para pensar, descobrirá que nunca houve, na história do mundo, nações tão ricas quanto as do mundo ocidental.  Elas possuem recursos mais desenvolvidos e maiores riquezas que quaisquer outras.

Mesmo assim, cada um de seus habitantes se encontra numa batalha constante para equilibrar o seu orçamento financeiro.  Esse problema não é somente deles, é também nosso.  As preocupações pelas finanças parecem nos abater e roubar a verdadeira alegria e felicidade.  Por que será?

Existe uma razão!

O que a maioria não sabe
Existe algo que as pessoas não querem perder.  É o dinheiro que ganham.  Geralmente elas trabalham muito para consegui-lo, e gostariam de ter liberdade total para decidir o que fazer com ele.

Muitos dizem:  “O dinheiro é MEU – e com ele eu faço o que quero!”

Mas será, leitor, que o dinheiro que você ganha realmente lhe pertence?  Não esteja tão certo disso.  Examine os fatores que contribuíram para obtenção dos seus rendimentos, os quais você, provavelmente, desconhece.

Você concluirá que o que você ganha não lhe pertence!

Engana-se o homem quando fiz:  “O que faço com o dinheiro que ganho, com meu próprio esforço, não interesse a ninguém.  Se o ganhei, ele me pertence!”

O produto do seu trabalho, realmente não é seu – nem uma parte dele – ATÉ QUE … E aqui está o que as pessoas, na sua grande maioria, não sabem a esse respeito:  existem dois ônus reais que pesam sobre o produto do trabalho.  Um, naturalmente, são os impostos.

Os governos humanos, segundo as suas próprias leis, tributam, compulsoria-mente, os rendimentos do povo.   E o próprio Jesus disse que somos obrigados a pagar os impostos – “dar a César o que é de César” – como sujeição aos poderes constituídos.  Os governos humanos, pois, exercem o direito prioritário de cobrar imposto sobre todos os rendimentos – e no caso de salários ou comissões, em alguns países, o imposto é deduzido na fonte.

Mas, se você não sabe, a prioridade desse direito é de Deus.  Provavelmente você nunca o reconheceu – mas é uma realidade.  O Todo-Poderoso, o CRIADOR-VIVO, GOVERNANTE do universo, exige a totalidade – todo o dólar [ou seja todo o real, escudo ou kwanza] que você ganha.  O seu Criador, de quem você recebe o ar que respira, declara que TUDO Lhe pertence e não a você!

Mas não foi você quem o ganhou?  Não foi ele o produto dos seus próprios esforços?

Não, exatamente.  Tudo o que produzimos – tudo que compramos com dinheiro – provém do solo.  Não fomos nós quem produzimos!  Foi Deus quem criou – nós simplesmente aplicamos a energia, a ação física e a imaginação naquilo que Deus criou e que Lhe pertence.  E Deus criou também a energia que despendemos – foi Ele quem criou o mecanismo mental do homem.  Ele não somente criou, mas sustenta o que criou, inclusive toda a força e energia.

Afinal de contas, foi Deus pelo seu trabalho, criando e sustentando a criação, que, na realidade, produziu todas as coisas.  O que Deus reivindica como propriedade sua, e que você pensava ter produzido, tem procedência.  O direito prioritário de Deus é inato a Ele.

O Todo-Poderoso diz, em sua Palavra escrita:  “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam. Fundou-a ele sobre os mares e sobre as correntes a estabeleceu” (Sl 24:1-2, Edição Revista e Atualizada no Brasil, daqui em diante referida como ARA).  Estas palavras inspirada foram repetidas em 1 Coríntios 10:26.

“Pois o que está debaixo de todos os céus É MEU” (Jó 41:11).

“Eis que os céus e os céus dos céus são do Senhor teu Deus, a terra e tudo o que nela há” (Dt 10:14).

“Toda a terra é MINHA” (Êx 19:5).

“Se eu tivesse fome”, diz Deus (Sl 50:12), “não to diria, pois MEU é o mundo e a sua plenitude”.

“Porque MEU é o todo o animal da selva, e o gado sobre milhares de montanhas” (vs. 10 – Edição Corrigida e Fiel).

Sim, até mesmo o dinheiro – mesmo o ouro e a prata:  “MINHA é a prata, e MEU é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos” (Ag 2:8).

No entanto, muitos homens não reconhecem esse direito de Deus.  Com essas mesmas palavras os homens serão julgados no juízo final.  Se negarem o direito de Deus, no julgamento, a decisão será desfavorável a eles!

O direito de Deus PERMANECE!  Temos que reconhecer que os nossos rendimentos também pertencem a Deus e ELE os administra como deseja.

Segundo a lei de Deus, como aplicar essa renda
Deus sabe do que você precisa, e como Deus de amor Ele se preocupa com você.  Ele não é egoísta; pelo contrário, Ele cuida do seu interesse e bem-estar.   Foi por isso que Ele criou uma lei que regula a porção da riqueza dele que o esforço físico e mental do homem foi capaz de extrair do solo e desenvolver.

Tenha isto indelevelmente em sua mente.  O seu ordenado ou salário, lucros ou rendimentos, PERTENCEM A DEUS, não a você.  É provável que você nunca tenha pensado nisso.  Para você isso pode parecer uma idéia nova, porém é mais do que isso, é uma realidade.

Deus é o legítimo proprietário daquilo em que você trabalho e de tudo que você ajuda a produzir.  Sem a matéria física criada por Deus, você não poderia produzir nada – nem mesmo fazer uso da força e da energia que Deus criou e mantém pelas suas leis.

Portanto, ELE tem todo o direito de tomar, e utilizar-se como quiser, daquilo que você considera rendimentos seus.  Ele é o legítimo DONO de tudo; nada pertence a você, tudo é dEle!

Logo, o dono legítimo de sua renda criou uma lei para regulamentar o seu uso e a sua distribuição:  pois Ele é o Criador e Sustentador da terra e de tudo o que nela existe, e o supremo Regente e Legislador da sua própria criação.

A Lei de Deus que disciplina os seus ganhos, na realidade, representa um acordo que Ele faz com você.   Ele permite que você explore a terra que pertence a Ele, e use uma parte dela, ou do que não existe – dos recursos dela – para extrair do solo o alimento, os materiais, os suprimentos, os metais, as madeiras, o petróleo, os minerais, ou seja o que for – ou que você beneficie aquilo que os outros extraíram, para fabricação, distribuição, venda, compra ou investimento – seja qual for a sua ocupação, emprego ou profissão.  Portanto, quer você tenha reconhecido isso quer não, você trabalha em sociedade com Deus.

O lavrador, ou agricultor, planta a semente, lavra a terra e despende o seu esforço para fazer surgir os produtos alimentícios.  Porém, QUEM lhe deu a terra?  QUEM criou os processos de vida que fazem a semente germinar e crescer?  Quem envia a chuva, ou a água, para a indispensável irrigação?  Quem pôs o sol no firmamento para iluminar e aquecer a terra?  Quem faz com que as plantas absorvam do solo os minerais, as vitaminas e a seiva, para que cresça e se convertam em legumes, grãos, ou frutas?  Teria sido VOCÊ quem executou essa parte no trabalho de produzir os alimentos?

Se pararmos para refletir seriamente, vemos que Deus é quem fornece quase tudo do que o homem produz; e o esforço do homem – seus planos, e pensamentos e atividades – se resume numa pequena parcela.

Mas mesmo assim, Deus não toma tudo do que você produziu, ou recebeu como remuneração.  Ele nem sequer toma oitenta por cento do que você produziu.  Deus é GENEROSO!  Ele requer apenas dez por cento do que é produ-zido e extraído da sua terra, cuja força e energia Ele criou.

Apenas UM décimo é o que Ele exige, E se você for honesto no pagamento do dízimo aos representantes dEle a partir daí – e somente a partir daí – é que Deus decreta que os 90% venham a ser legalmente SEUS.

Esta é a Lei de Deus!  Nem mesmo um centavo do que você ganha ou produz é seu – TUDO pertence a Deus para que Ele faça o que Lhe apraz.  Porém Deus, segundo a sua própria lei, ordena que após o pagamento desse pequeno dízimo, os outros nove décimos sejam seus.  Ele é quem os entrega a você.  Então, e só então, é que você tem por direito, A POSSE dos nove décimos, e, na sua posse, você poderá fazer deles o que bem entender.

Quando obtivermos um pensamento de retidão – quando alcançarmos entendimento – e passarmos a reconhecer que o que temos veio de Deus – então, perceberemos quão amoroso, generoso e solícito é Deus pelo nosso bem-estar.

Como ter maior proveito
Mas essa é apenas uma parte da história.  Para que Deus quer o dízimo?  Em que pretende usá-lo?

Com essa pequena fração da produção da terra, Ele dissemina, entre as nações, a sua mensagem do caminho de vida que vai libertá-las dos temores e preocupações, e dar-lhes a paz mental, a felicidade, a alegria, o sucesso e A VIDA ETERNA.

Até mesmo essa pequena fração é gasta em benefício dos homens – na proclamação do Evangelho da paz, da felicidade, da alegria e da salvação.  Para que todos saibam que Deus os sanará das doenças e os libertará de todos os sofrimentos – suprindo-lhes todas as necessidades, para, finalmente, dar-lhes a Vida Eterna!

Este mundo infeliz tem fome de conhecimento.  Ele está sob MALDIÇÃO, porque tem roubado o dinheiro e a riqueza de Deus, estando por isso impedido de conhecer a razão do caos em que vive – as guerras, a vida vazia e infrutífera de sofrimento, a infelicidade, a frustração e a morte.

Todas as leis de Deus foram criadas para o bem do homem.  A obediência a elas traz as bênção!  Quando as violamos, atraímos sobre nós a MALDIÇÃO!

O homem que paga fielmente o dízimo de Deus é próspero – não necessaria-mente rico – mas terá suas reais necessidades supridas.

Deus promete que seus filhos terão sempre algo para dar (Dt 16:16, 17).  Mas, quando sonegam e usam injustamente o dízimo, Deus deixa de fazê-los prosperar.  É o que Ele diz, por meio do apóstolo João:  “Desejo que te vá bem em todas as coisas e que tenhas saúde” (3 João 2).

“Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda, e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares” (Pv 3:9, 10 – ARA).  Comprovemo-lo!

“Fazei prova de mim”, desafia-nos o Eterno, na profecia para os nossos dias (Ml 3:10), “se eu não vos abrir as janelas de céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança.”

Está você em dificuldades financeiras?  Está em débito com suas obrigações?  Sua infidelidade no pagamento do dízimo pode ser a razão.

Experiências concretas
Eu conheço a história de um homem que se estabeleceu com uma pequena mercearia, num pequeno povoado do estado de Oregon, nos Estados Unidos.  Foi durante a Grande Depressão.  Ele, praticamente, não dispunha de capital, estava no local mais pobre da cidade e recusava-se a vender cigarros e charutos.  O que diziam é que ele nunca chegaria a ser bem-sucedido.  Pela grande dificuldade, e no princípio da pior depressão econômica da história, eram poucos que se atreveriam a pagar o dízimo completo.

Mas aquele homem decidiu ser um administrador fiel, confiando em Deus e associando-se com ele no seu negócio.  Desde o começo, ele prosperou, e foi o único negociante da cidade que resistiu à terrível Depressão com sucesso.

Quando o homem entrega a Deus a parte que lhe pertence, Deus se torna seu sócio, participando dos seus lucros.  Deus faz com que o sócio dele prospere.  Se você está endividado, antes de mais nada, faça-se sócio de Deus, e observe como Ele o fará prosperar, até que você, finalmente, se livre das dívidas.

Lembre-se que você tem de saldar primeiramente a sua dívida com Deus.  Deixe-me contar-lhe outra experiência.

Deus é o seu Sócio
Conheci, na intimidade, um agricultor que se dedicava ao cultivo de legumes, em grande escala, no estado de Oregon, Estados Unidos.  Tive a oportunidade de visitá-lo, certa ocasião, quando o rio Santiam transbordou, causando uma das mais devastadoras enchentes que jamais houve em muitos anos.  A maior parte de sua colheita anual, já plantada e em crescimento, foi inundada.

Eu fiquei horrorizado.  Ele, porém, nem parecia perturbado.

– Estou pensando em duas promessas que Deus me fez – disse ele, simples-mente.  – Uma, é que tudo acontece para o bem daqueles que amam o Eterno.  E a outra, é que Deus prometeu proteger e fazer prosperar o homem que paga o dízimo.  Eu amo o Eterno, sirvo-O e guardo os seus mandamentos, e sou honesto e fiel no pagamento do dízimo.  Ainda não consigo ver como esta aparente calamidade possa ter vindo para o meu bem, porém, sei que sim, porque Deus assim o disse, por isso eu Lhe agradeço e dou glória, em vez de ficar reclamando.

Pois bem, as águas baixaram e, para surpresa geral, a colheita desse homem não sofreu absolutamente nenhum dano – exceto uma pequena área de plantação de legumes em crescimento que puderam ser replantados dentro da estação, o que meramente requeria um pouco mais de trabalho.

Mas a coisa surpreendente é que a sua terra e a terra do seu vizinho – que, por sinal, era negligente em pagar o dízimo – eram idênticas, ligadas uma a outra, sem sequer uma cerca. Ambas foram igualmente inundadas.  Porém a colheita do que pagava fielmente o dízimo saiu ilesa, e a do vizinho ficou destruída – já fora de época para ser replantada.  Muitos outros agricultores tiveram suas safras destruídas, durante aquela primavera, quando houve aumento de preço no mercado, e o meu amigo foi beneficiado com uma renda bem maior naquele ano!  Deus era sócio dele no negócio!

Eu, certa vez, li um caso de um homem que decidiu fazer de Deus o seu sócio nos negócios, dando-lhe um décimo dos seus lucros.

No entanto, foi pensando assim que ele cometeu um grande erro.  Ele inverteu a coisa, porque não somos nós que fazemos de Deus o nosso sócio nos negócios – pelo contrário, é Deus quem, desde o princípio, nos tem feito seus sócios – seja no que ganhamos ou no que produzimos.  E quando pagamos o dízimo, nada estamos dando a Deus.

Nada temos para dar! Tudo pertence a Deus.

Lembre-se TUDO pertence a Deus – não apenas o dízimo, mas tudo.  Do que você produz, nenhuma parte você receberá de Deus, até que honestamente pague o dízimo – que é a parte dEle na sociedade.  Enquanto você não pagar a décima parte de cada dólar [ou seja qual for a sua moeda] que você ganhou, nada do que você recebeu lhe pertence – na realidade, você roubou de Deus.

Meu desejo é que você compreenda isso.  Se você é negligente em pagar o dízimo a Deus, da forma como Ele ordena, pesa-lhe a culpa de roubar cada dólar que você pensa que ganhou.   Nada disso é seu!  Você não apenas roubou o dízimo que, por negligência, deixou de pagar, mas roubou todas as dez partes!  Isso é desonestidade. É ROUBO.

Você compreende agora?  Nada do que você produz ou extrai da terra, que pertence a Deus, será seu, até que honestamente você pague o dízimo exigido por Ele.

Deus realmente é o seu sócio.  Mas Ele é o dono da terra, e de suas forças e energias.  Ele permite que você, como sócio, utilize a terra, e sirva-se de suas forças, energias e poderes, desde que seja respeitado o acordo de sociedade, segundo o qual a Ele pertence a primeira décima parte e a você as outras nove.   Quando o homem não cumpre o acordo, ele está roubando seu sócio.  Neste caso, Deus deixa de cumprir a Sua parte, não abençoando os seus esforços para produzir mais.

Na vida cristã, ou mesmo não cristã, não é de admirar a muita preocupação das famílias com o problema de manter o equilíbrio financeiro?

Realmente, esse é um problema da própria vida cristã.  Talvez sejam poucos os que pensam dessa maneira.  Porém, sair vitorioso dessa difícil situação financeira faz parte da vida cristã, de crescimento na fé e na graça.

A propósito, essas dificuldades econômicas, em nosso mundo “cristão” ocidental, eram previstas nas profecias bíblicas.

A profecia para hoje
A verdadeira Igreja de Deus foi edificada sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas (Ef 2:20), e é a mesma que Jesus formou.  Ela é a Igreja de Deus, e tem Jesus como Cabeça.  Repito, fundamento inclui os profetas tanto como os apóstolos.

E um desse profetas é Malaquias.  Leia o que Deus diz através dele sobre os nossos dias:

“E chegar-me-ei a vós para juízo … Desde os dias de vossos pais vos desvias-tes dos meus estatutos, e não os guardastes … com maldição sois amal-diçoados, porque me roubais a mim, vós, toda a nação” (Ml 3:5-9).

Por que essa maldição, que tem causado tantos problemas financeiros em quase todos os lares?

Deus afirma que nós o temos roubado.

“Todavia vós me roubais, e dizeis: ‘Em que te roubamos?’” O próprio Deus responde:  “Nos dízimos e nas ofertas”! (Ml 3:8.)

Procuremos entender.  Tudo que se produz vem da terra, que pertence a Deus.  Você ainda não entende que Deus tem parte nessa sociedade?  Pois é Ele quem envia a chuva e a luz do sol; Ele tem muitas maneiras de fazer com que, o que você produz, tenha maiores resultados.  Se você trabalha, diligentemente, para produzir o que pode, e é honesto para com o seu Sócio principal, respeitando a parte dEle nos lucros, Ele trabalhará COM VOCÊ, abençoando os seus esforços, para que a sociedade produza e tenha maiores lucros.  Através da Bíblia, Deus promete reiteradamente PROSPERAR a quem pagar o dízimo.

Quem paga fielmente o dízimo recebe nove décimos do que produziu que é muito mais do que aquilo que o homem tenta tirar de Deus, por meio de fraude, quando rouba de si mesmo as bênçãos divinas nessa sociedade produtiva.  Você será abençoado ou amaldiçoado, depende de VOCÊ!

Foi o dízimo revogado?
Mas sabemos que isto não faz sentido para o homem comum de hoje.  Muitos não sabem nem mesmo o que é o dízimo.  Outros perguntam:  “Não foi o dízimo estabelecido só para os judeus dos tempos passados?”  Ou, “Não foi o dízimo abolido? Não era ele parte do sistema cerimonial da Velha Aliança, introduzido pela lei de Moisés?”

Hoje outros, por terem sido ensinados assim, acreditam que o dízimo era meramente um imposto cobrado pelos governos civis da antiga nação de Israel.  Dizem outros ainda que o dízimo era uma forma de suprir as necessidades materiais dos pobres, e nunca foi introduzido no ministério da Igreja.

Que confusão vemos hoje!  Que ignorância em relação às leis e mandamentos de Deus!

Visto que a humanidade está sob maldição, prestes a sofrer um desastre total sem precedentes na história por causa da falta de entendimento, e pela desobediência à leis de Deus, seguramente já é hora de abrirmos as nossas Bíblias para estudar, franca e diligentemente, com espírito de oração, o que o Todo-Poderoso declarou exatamente sobre esse assunto tão deturpado.

Porque – veja bem – ainda que Deus envie uma destruição cataclísmica sobre as nações em geral, a pessoa que busca o entendimento, e dá ouvidos às adver-tências de Deus, terá total proteção, e ESCAPARÁ de todas essas coisas que estão para acontecer.

Mas, antes de examinarmos o ensino do Novo Testamento para ver se os cristãos devem ou não “pagar o dízimo”, expliquemos exatamente o que a palavra “dízimo” significa.

Que é o “dízimo”?
O que Deus diz sobre o “dízimo”?

A palavra “dízimo” significa “DÉCIMO”.  Por exemplo, o dízimo de um dólar [ou de um real] são dez centavos, ou a décima parte dele.

Sabemos que a nação de Israel, nos tempos do Velho Testamento, foi obrigada a pagar o dízimo, ou um décimo de seus rendimentos.  Saber a quem cada israelita pagava o dízimo, de que consistia ele, por que e para que propósito, parece, hoje, confundir um grande número de pessoas.  Até mesmo o ensina-mento do Novo Testamento entre os cristãos, a respeito da matéria, é compreendido somente por alguns.

A posição que Cristo ocupa, hoje
Sabemos muito bem que o povo de Israel, nos temos do Velho Testamento, era obrigado a pagar o dízimo sobre as suas rendas – em gado, em grãos, ou em dinheiro.  No entanto, o ensinamento do Novo Testamento sobre o dízimo, geralmente, não é compreendido.

Mesmo assim, o assunto é ali mencionado em várias escrituras.  Mas, sendo um assunto relacionado com o sacerdócio – o sustento do ministério de Cristo – é melhor examinarmos primeiro o livro do sacerdócio – o livro aos Hebreus.

Fala-se muito sobre o Cristo crucificado – sobre o Cristo morto.  Porém quase nada se diz a respeito da mensagem que Jesus trouxe de Deus, e muito menos ainda sobre a atual posição do Cristo-vivo ressuscitado.

O livro aos Hebreus mostra o Cristo dos nossos dias – bem como o seu trabalho e a sua função, HOJE, como Sumo Sacerdote de Deus.  E também contém a instrução de Deus sobre o sustento do ministério de Cristo.  O sétimo é chamado o capítulo do dízimo.

Falando da ESPERANÇA cristã na vida eterna (que é Jesus Cristo), no versículo 19, capítulo 6, está escrito que esta esperança entrou “além do véu” – isto é, no trono do próprio Deus, no céu – “onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente SUMO SACERDOTE, segundo a ordem de Melquisedeque”.

O sacerdócio do Novo Testamento
Jesus Cristo é hoje o Sumo Sacerdote.  Como assim?  Jesus de Nazaré veio à terra como o Mensageiro, enviado por Deus, trazendo uma MENSAGEM para o homem.  E esta mensagem é o seu Evangelho – o Evangelho de Jesus Cristo – as Boas Novas do REINO DE DEUS.  (Escreva, pedindo o artigo gratuito “Qual é o verdadeiro Evangelho?”)

Depois de cumprida a sua missão como Mensageiro, Jesus tomou a si a missão de Salvador, pagando, em nosso lugar, a punição pelos nossos pecados, com a sua morte na cruz.  Porém, era necessário um Salvador vivo para nos conferir o dom da vida eterna.  Para isso, Deus levantou Jesus, dentre os mortos, por meio da RESSURREIÇÃO.

E depois de ressuscitado, Jesus subiu ao céu, ao próprio trono de Deus, onde está, até hoje, como nosso eterno SUMO SACERDOTE.  Esta é a função que ele exerce hoje.  Muito em breve, porém, quando retornar à terra, com todo o poder e glória de Deus, Ele assumirá ainda outra função, a de REI dos reis – continuando seu sacerdócio como Senhor dos senhores.

É na função de Sumo Sacerdote que Jesus permanece até hoje, como Cabeça vivente da Igreja de Deus, que é atualmente o corpo verdadeiro de Cristo.  Ele é o Sumo Sacerdote de todas as épocas.

E como Sumo Sacerdote, Ele ocupa um cargo definido – uma posição que ultrapassa todas as funções sacerdotais – “segundo a ordem de Melquisedeque” – ou, em linguagem clara, “com o posto de Melquisedeque”.

E quem é Melquisedeque?  Ele representa um dos mistérios mais intrigantes da Bíblia.  Seria bastante dizer aqui que Melquisedeque era o Sumo Sacerdote de Deus durante a época patriarcal, função que Cristo ocupa atualmente.

A dispensação mosaica, porém, foi puramente materialista e carnal.  O EVANGELHO não foi pregado em Israel, nem o seu ministério levado às outras nações.  Os israelitas formavam uma congregação CARNAL, não uma igreja composta de filhos gerados do Espírito.  Seu ministério consistia de rituais, ordenanças carnais (físicas), sacrifícios (substitutos) de animais e ofertas queimadas.  Isso exigia dos sacerdotes um árduo trabalho físico.

Naqueles anos um sacerdócio de categoria inferior ocupava a função meramente humana, muito abaixo do posto divino e espiritual de Melquisedeque e de Cristo. Os sacerdotes eram da tribo de Levi, e por isso chamava-se sacerdócio levítico.

Um sacerdócio que recebe os dízimos
Entretanto, ainda que inferior, esse sacerdócio terá que ser sustentado.  O plano de Deus para isso, desde a mais remota antiguidade, através do sacerdócio de Melquisedeque, era o sistema de dízimos, que continuou durante o sacerdócio levítico.

Agora, prossigamos no capítulo sete de Hebreus, onde temos a explicação do plano de Deus para custeio.  Notemos a comparação entre os dois sacerdócios que se mantinham com o dízimo.

Começando com os primeiros cinco versículos, lemos:  “Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou a quem também Abraão deu o dízimo de tudo … permanece sacerdote para sempre.  Considera pois quão grande era este a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos.  E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacer-dócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo.”

Esta importante passagem das Escrituras começa, comparando os dois sacer-dócios.  Observe que no tempo patriarcal, o dízimo era o sistema divino de manutenção do seu ministério.  Melquisedeque era o Sumo Sacerdote.  Está escrito que o patriarca Abraão conhecia e observava os mandamentos os estatutos e as leis de Deus (Gn 26:5), e pagava os dízimos ao Sumo Sacerdote.

A passagem de Hebreus diz ainda que, durante a administração de Moisés e até Cristo, os sacerdotes – os levitas – recebiam os dízimos do povo DE ACORDO COM A LEI.  Foi uma LEI que começou no princípio e continuou por todo o tempo da dispensação mosaica.

O dízimo, portanto, não começou com Moisés.

Ele é o sistema usado por Deus para sustentar o seu ministério, desde a época patriarcal.  Era uma lei, que não começou com Moisés, mas se prolongou durante o período mosaico.

O dízimo – uma lei bem antiga
Muitos, hoje, deixam de pagar o dízimo, sob o falso pretexto de que ele só pertencia ao período mosaico.  Eles acham que o dízimo foi instituído somente para Israel, ilusão que tem causado maldição ao mundo inteiro.

A Velha Aliança acabou – é verdade; o seu fim não significa que também acabou aquilo que ela não estabeleceu.  Centenas de anos antes da vigência da Velha Aliança, o dízimo já era uma lei de Deus.

O dízimo foi estabelecido como sistema divino de sustento do seu ministério terreno.  Antes do sacerdócio levítico e da dispensação mosaica, o ministério esteve sob a direção de Melquisedeque.  E sabemos que tal ministério, desde o começo, foi mantido pelo sistema de dízimo.

Melquisedeque, “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, permanece sacerdote para sempre” (Hb 7:3).  Sim, ele é o Sumo Sacerdote desde o princípio.  Até mesmo desde Adão!  E os patriarcas antigos, de Adão até Abraão, Jacó e Moisés, sustentaram esse ministério pelo sistema do dízimo.

Apenas CONTINUOU em Israel
Visto que o dízimo é o sistema divino de sustento permanente, ou contínuo, do ministério, conclui-se que ele continuou durante a dispensação mosaica.  Durante o tempo em que os levitas eram ministros, suas atividades e trabalho tinham de ser sustentados.  Mas, mudando o sacerdócio, Deus não mudou o sistema de manutenção.  Os levitas “tinham ordem de recolher os dízimos do povo, de acordo com a lei”.  E note que no capítulo sete de Hebreus o assunto discutido É A LEI DO DÍZIMO.

Agora, continuando no sétimo capítulo de Hebreus, vemos que a preocupação aqui é mostrar qual dos dois sacerdócios – o de Melquisedeque ou de Levi – é superior, para se determinar que deles deverá receber os dízimos, agora.

Os cristãos dos dias de Paulo sabiam que o dízimo era uma lei obrigatória e permanente de Deus.   Todavia, eles necessitavam ser bem instruídos, para compreenderem que a Velha Aliança havia terminado – o sacerdócio levítico mudou e foi substituído pelo de Jesus Cristo – o sacerdócio de Melquisedeque restaurado.  A única dúvida existente era saber a qual sacerdócio se deveriam pagar os dízimos.

Para esclarecer esse ponto, Paulo continuou mostrando que o sacerdócio de Melquisedeque é superior – tem precedência agora.

Note esta passagem:  “Considerai pois quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos … Mas aquele cuja genealogia não é contada entre eles [os levitas] tomou dízimos de Abraão, e abençoou o que tinha as promessas.  Ora sem contradição alguma, o menor [Abraão] é abençoado pelo maior [Melquisedeque] … E, para assim dizer, por meio de Abraão até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos; porque ainda ele estava nos lombos de seu pai quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro” (vv. 4-10).

O sacerdócio de Melquisedeque é maior – superior!  Tem precedência!  Ele está novamente em vigor como sacerdócio de Deus, por meio de Cristo.  Ele, também precisa ser sustentado!  Leia a conclusão:

“Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da LEI” (vs. 12).

Uma Lei do NOVO Testamento
Ali não está escrito que a lei foi abolida.  A mudança no sacerdócio exige a MUDANÇA, na lei. Que lei foi, então, MUDADA?  A mesma que é ensinada neste capítulo aos cristãos do Novo Testamento – a sei do dízimo.  ” Os filhos de Levi … têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo” (vs. 5).

Portanto o dízimo, longe de ter sido abolido, É UMA LEI DO NOVO TESTAMENTO.  Porém o sacerdócio, sendo mudado para o de Jesus Cristo – o sacerdócio de Melquisedeque restaurado – aquela lei do dízimo também foi modificada, necessariamente, a fim de se tornar o sistema de Deus para sustentar o minis-tério de Jesus Cristo.

Na verdade, a lei foi restaurada à situação inicial.

Que clareza!  O dízimo é uma lei de Deus – o sistema de manutenção da sua grande Obra: é o mandamento para hoje.

Por que Deus retém o dízimo
Mas POR QUE razão Deus retém a décima parte – o dízimo – de nossos rendimentos como sua propriedade?

Esta é uma outra verdade que o homem nunca conheceria, e nunca poderia ter descoberto, senão pela revelação de Deus.  DEUS TEM UM PLANO, através do qual está realizado o seu GRANDE PROPÓSITO.  Afinal, o que é o homem?  POR QUE ele existe?  E qual é o seu destino?  Este plano está revelado na Bíblia, Palavra de Deus.

Para executar o seu PROPÓSITO santo, ao colocar o homem na terra, Deus sempre teve um SACERDÓCIO – um ministério que O representava, enquanto servia e executava a sua missão.  Naquela época patriarcal o Sumo Sacerdote de Deus – seu representante na terra – era Melquisedeque.

Durante a dispensação de Israel como nação, sob a Velha Aliança conhecida como a dispensação mosaica – os anos entre Moisés e Cristo – a tribo de Levi formava o ministério de Deus – o sacerdócio levítico.  Mais tarde, quando Jesus Cristo ressuscitou dentre os mortos, subiu ao céu como SUMO SACERDOTE vivente.   Hoje, de um mundo em trevas e iludido por Satanás, Jesus chama e escolhe os seus próprios ministros para, como seus verdadeiros representantes, executarem e proclamarem O SEU PLANO de redenção.  Hoje, o Sacerdócio de Melquisedeque está restaurado em Cristo.

Como é natural, a execução da Obra de Deus custa dinheiro.  Os ministros de Deus que decidam todo o seu tempo no desempenho do propósito espiritual e santo de Deus estão impedidos de ganhar o pão por outros meios.  Contudo, eles trabalham.  E como ministros verdadeiros, são homens hábeis que trabalham incansavelmente.  Durante longos períodos do dia, sem horas determinadas.   Com efeito, eles ganham a vida, trabalhando pelo alimento, pela moradia, pela vestimenta e outras necessidades físicas – como se fossem fazendeiros, operários, funcionários ou negociantes.

E assim, é Deus, em sua sabedoria, que supre o meio de sustento da sua Obra e manutenção dos seus ministros.  No programa de Deus, esse verdadeiros ministros trabalham exclusivamente para Ele.

Neste grandioso plano, Deus é quem paga aos seus ministros.  É Deus quem os “emprega” – quem os chama para sua Obra.  Assim, a fim de manter o SEU MINISTÉRIO, o que faz desde o principio, Deus RETÉM PARA SI a primeira décima parte dos rendimentos de todos os seres humanos sobre a terra.  Ele é o PROPRIETÁRIO da décima parte de sua renda.

Mas como o leitor poderá pagar o dízimo a Deus, visto que Deus está em seu trono no céu?  Porque, segundo Jesus, “NINGUÉM subiu ao céu”.  Você não pode ir lá.  Não pode ver a Deus, ou entregar-lhe o dinheiro pessoalmente.  Como, então, poderá você pagar os dízimos?

A quem os dízimos são pagos
Talvez algumas empresas de grande porte, de cidades distantes, não possam ter contato direto com seus clientes, e por isso enviam-lhes representantes ou cobradores para receberem deles o que eles devem.  O cobrador atua em nome da empresa.  Quando o cliente paga ao cobrador, está pagando realmente à empresa.

O sistema criado por Deus para recolhimento dos dízimos é igualmente simples.  Já que não podemos ver a Deus, nem ir ao seu trono no céu, Ele nos instrui, pela sua Palavra, que entreguemos os dízimos ao seu representante, como se faz a um cobrador que representa uma empresa.

Ao resgatar o seu débito junto ao cobrador, o cliente fica quite com o credor – e isto não significa uma doação pessoal ao cobrador enviado.  Paga-se a ele como se fosse à empresa.  Daí em diante não é da responsabilidade DO CLIENTE, mas da empresa, o que possa acontecer com o dinheiro.  O cobrado recebe da empresa o seu salário, e não do cliente.

Isso ilustra, claramente, o verdadeiro princípio do dízimo. Quando você paga o dízimo, Deus lhe ordena que o faça, ao seu representante chamado e escolhido por ele – o ministro verdadeiro de Deus Cristo.  Mas o dízimo não significa uma contribuição pessoal do seu próprio dinheiro ao ministro – mas A DEUS.  O ministro é um representante de Deus– que ele recebe de você não é dele, mas de Deus e para Deus.

Neste mundo moderno, muitos perderam de vista as instruções claras de Deus a esse respeito.  Quando entregam o dízimo ao ministro, parece que estão entregando o seu próprio dinheiro, em confiança especial, e sentem-se no direito de supervisionar como o ministro o utiliza – até mesmo, em certos casos, chegam a bisbilhotar o que o ministro e sua família comem, vestem ou têm em particular.

Quando a sua responsabilidade cessa
Mas o principio criado por Deus é muito diferente.  A décima parte de nossos rendimentos não é nossa – e nunca foi. Ela pertence a Deus.  Este é o método instituído por Ele para que paguemos o que Lhe pertence através dos seus ministros escolhidos.

Quando fazemos isso, a nossa responsabilidade cessa.  Não mais nos diz respeito.  A mentira de utilização não é mais da nossa conta, em de nossa responsabilidade, da mesma forma que a conta que se paga à companhia de eletricidade ou à companhia telefônica através do cobrador.

No caso do dízimo, uma vez pago, você cumpriu a sua parte – e ficou desobrigado de sua responsabilidade.

Naturalmente, é de sua responsabilidade ter a certeza de que o cobrador é realmente o representante legal da empresa, e não um impostor.  Da mesma forma você deve ter o cuidado – e a certeza – de que está pagando o dízimo ao VERDADEIRO ministro escolhido de Jesus Cristo.  Hoje, Satanás possui muito mais ministros do que Cristo – os quais são impostores prósperos que se apresentam como ministros de Jesus Cristo, cheios de ares de beatice, falando com linguagem de piedade em tom espiritual!  Como poderia você discerni-lo? Pelos seus frutos, disse Jesus, serão conhecidos.  Os FRUTOS do Espírito de Deus e do ministério de Cristo não podem ser imitados.

Portanto, pagando o dízimo ao verdadeiro representante espiritual, autorizado por Deus, você está pagando a Deus.  O dízimo não é uma obra de caridade que você faz ao ministro.  O dízimo não é seu – e o ato de o dar é a maneira ensinada por Deus para que devolvamos aquilo que Lhe pertence.

Ao recebê-lo, o ministro passa ser responsável por ele diante de Deus.  E você pode ter a certeza de que a justiça de Deus é PERFEITA – e que o Deus Todo-Poderoso vai requerer muito mais de cada ministro, com muito mais responsabilidade, do que você seria capaz de fazer!

Uma vez pago o dízimo, a sua parte foi cumprida; você pagou-o a Deus, a que ele pertence.

O que Deus faz com o dízimo
Pergunte-se então, o que faz Deus com o dízimo!

Segundo as Escrituras, divinamente inspiradas, Deus o utiliza no SEU MINISTÉRIO para EXECUTAR A SUA OBRA.

Com a mudança das dispensações ou administrações, a natureza do ministério de Deus na terra também mudou.  Não está revelado em detalhe como, no tempo patriarcal, o ministério de era executado.  Sabem que Melquisedeque era o Sumo Sacerdote – e tinha o posto igual ao de Jesus Cristo, membro da divindade!

O ministério então deveria ser de natureza espiritual.  Os escritos do Novo Testamento revelam que o EVANGELHO – a Mensagem espiritual de Deus – foi pregada anteriormente a Abraão – Gálatas 3:8.  A única coisa que sabemos sobre aqueles dias é que os dízimos eram pagos a Melquisedeque, um ser divino, e se destinavam ao serviço do ministério de Deus daquela época.

Mas, começando com Moisés, uma nova e diferente administração, foi introduzida.  Deus formou Israel como uma nação civil, e também como Igreja (veja Atos 7:38).  De Moisés até Cristo, com o advento da Velha Aliança, o ministério de Deus era inteiramente nacional, para Israel apenas – inteiramente MATERIAL, e não espiritual.

Como Igreja, ou congregação, Israel praticava uma série constante de cerimônias e rituais físicos – sacrifícios de animais e ofertas de carne e de bebida, ordenanças carnais que não eram de natureza espiritual, mas física – (leia, com atenção, Hebreus 9:10).  Os israelitas sob o advento da Velha Aliança, não tinham o Espírito Santo de Deus, porque não receberam promessa alguma de salvação, o que poderá parecer surpreendente.  Eles não foram enviados ao mundo inteiro para proclamar o Evangelho a outras nações.   Pelo contrário, foram proibidos de se ligarem a qualquer outro povo!

Conseqüentemente o ministério da Igreja em Israel era um ministério para todos os israelitas, e somente para eles.  Não havia ordem para pregarem o Evangelho.  Este ministério, por sua vez, era principalmente de natureza física – como os sacrifício de animais, as ofertas de carne e bebida, as ordenanças físicas e os rituais de lavagens ou abluções.  Para tal serviço, o próprio Deus selecionou os seus ministros – povo não tinha escolha – tomando UMA TRIBO INTEIRA dentre as doze tribos de Israel – a tribo de Levi. Todo o homem nascido dentre os levitas era constituído sacerdote ou ministro.

Os levitas não possuíam terra – nem fontes de rendimentos – eles se dedicavam integralmente ao ministério daquela dispensação.  Mas, apesar de ser um ministério físico, ele era sagrado e santo para Deus.  E durante esses anos, de Moisés até Cristo, o próprio Deus era quem pagava aos seus sacerdotes levíticos, com os dízimos que recebiam.

Hoje, vivemos na era da GRAÇA da dispensação do Evangelho do Novo Testamento.  Hoje, o sacerdócio levítico não existe, e Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote.  Atualmente, todos os ministros verdadeiros de Jesus são chamados por Deus por meio de uma convocação espiritual e especial do Espírito Santo, não pelo nascimento carnal – não pelo desejo pessoal de ser ministro – não por escolha, nomeação, ou voto do povo.

Jesus Cristo veio como o MENSAGEIRO de Deus, trazendo dEle uma mensagem espiritual par o homem.   Essa mensagem é o seu EVANGELHO – a Boa Nova da vinda do REINO DE DEUS, um reino de imortais no qual o homem mortal de carne e osso, não pode entrar.  É preciso nascer de novo. (Escreva pedindo o nosso artigo intitulado “O que significa “nascer de novo”?” para melhor expli-cação do assunto.)

Deus está realizando o seu propósito
E hoje, é esta a comissão de Cristo para os seus verdadeiros ministros:  “Ide por todo o mundo … PREGAI O EVANGELHO.

“Ide, portanto, fazei discípulos de TODAS AS NAÇÕES” (Mt 28:19 – ARA).  E para os NOSSOS dias:  Este Evangelho do Reino será pregado em todo o mun-do, em testemunho e todas as gentes, então virá o fim [desta era]” (Mt 24:14).

Hoje, o ministério é ESPIRITUAL, um ministério de PROFECIA, um ministério de SALVAÇÃO – um ministério de ADVERTÊNCIA.  Não é nacional, porém espiritual e individual – não é para todos numa única nação, mas para testemunho A TODAS AS NAÇÕES.

Nestes dias caóticos e difíceis, quando o FIM DESTA ERA se aproxima, o exercício do ministério verdadeiro de Deus é uma missão de âmbito MUNDIAL que precisa alcançar MILHÕES de pessoas rapidamente, pois “a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (João 9:4).

Hoje o ministério verdadeiro de Cristo é um empreendimento gigantesco.  É exigido, não apenas o mero financiamento das necessidades pessoais de alguns ministros, mas o emprego de extraordinários recursos para proclamar a adver-tância que abalará o mundo – para pregar o Evangelho do Reino por TODO O MUNDO em testemunho a todas as nações.

E esses recursos superpoderosos que Deus criou e colocou à nossa disposição para o SEU PROPÓSITO – tais como as grandes e poderosas estações de rádio e televisão, as impressoras modernas – custam uma quantia enorme de dinheiro porque alcançam uma vasta multidão como nunca foi possível em épocas passadas.

Mas, será que Cristo desejava que os seus ministros, especialmente chamados e selecionados, fossem dirigidos e controlados por uma diretoria de membros leigos da igreja que não foram chamados para o ministério?  Ou foi o próprio Cristo, quem aprovou o sistema para suprir a sua Obra, deixando os seus ministros verdadeiros, como os profetas da antiguidade, livres para servirem a Deus sem impedimentos?

É Deus que, em sua sabedoria, tem suprido esse recurso?

E, não é dessa maneira que seus ministros verdadeiros e escolhidos ficam livres para servir somente a Ele, levando corajosamente ao mundo a sua Mensagem?

A Obra de Deus de hoje – sustentado ao modo de Deus
Hoje, Deus providenciou para o seu ministério poderoso o mesmo sistema que usava desde o princípio – o sistema de DÍZIMOS.

Por conseguinte, o Deus Todo-Poderoso determinou que aqueles a quem Deus especialmente capacitou e chamou parta essa tremenda missão, estivessem LIVRES, para proclamarem, vigorosa e corajosamente, e com grande poder a SUA VERDADE.  A este mundo caótico e moribundo.

Eles não podem ser subsidiados, controlados, coagidos por homens ou organizações humanas.  Eles não são empregados de homens nem a eles estão sujeitos, nem a qualquer organização ou denominação.  Eles são chamados, guiados, protegidos, capacitados e sustentados por Deus, pelo sistema de dízimo do próprio Deus! Sim, pelo dinheiro pertencente ao próprio Deus!

É assim que a revista A Pura Verdade foi publicada em sete línguas (inglês, francês, alemão, espanhol, holandês, norueguês e italiano) – sem preço, GRÁTIS para todos os que a solicitaram.  [Nota editorial: Nunca foi publicada em português, mas muitos artigos foram tirados das revistas e publicados separadamente, com muitos livretos, e assim os povos de idioma português receberam e continuam a receber a informação que estava na revista, que agora não se publica mais gratuitamente.]

Esse é o caminho de Deus para o seu GRANDE PROPÓSITO que se está realizando aqui na terra.  Nós – e todos os nossos cooperadores juntos – sentimo-nos felizes de receber do Eterno Deus esse privilégio, de termos, cada um, a nossa pequena parte nessa Obra tão gloriosa para Ele.

Jesus Cristo pessoalmente ensinou a dizimar
Finalmente, vamos observar o exemplo pessoal de Jesus que, hoje, é o Chefe do seu ministério.

Ao falar aos escribas e fariseus que freqüentemente se apresentava, aos seus próprios olhos, como justos, observando estritamente pequenos detalhes da Lei de Deus, Jesus disse:  “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, [mais importantes da lei] e não omitir aquelas [dízimar cuidadosamente] (Mt 23:23).

Não está isso bastante claro?  Jesus disse que pagar o dízimo, cuidadosa e estritamente, de todas as plantinhas que possam nascer no seu jardim, não deve ser colocado acima das qualidades espirituais de misericórdia e fé. Porém Cristo disse:  “NÃO OMITIR AQUELAS” – isto é, NÃO deixar de pagar o dízimo integral como foi ordenado por Deus.

Em Lucas 11:42, esse mesmo mandamento é repetido de uma maneira similar, inspirado também pelo Espírito Santo de Deus.

Os homens gostam de olhar para a lei de Deus sobre o dízimo como coisa de menor importância.  Mas falando mesmo dos pontos menores de lei de Deus, Jesus continuou:  “Qualquer pois que violar um destes mais pequenos mandamentos, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os CUMPRIR e ENSINAR será chamado grande no reino dos céus” (Mt 5:19).

Dizimar enquanto endividado
Ainda assim muitos dizem:  “Eu não acho justo pagar o dízimo estando com dívidas.”  Sim, é justo, porque de outra maneira é que está errado.  “Há caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte” (Pv 16:25).  A Palavra de Deus nos diz o que está certo, e Deus nos ordena a entregarmos à sua Obra as PRIMÍCIAS de toda a nossa renda.  Com referência às nossas necessidades materiais e financeiras, mesmo às dívidas, Deus diz:  “Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6:33).

A sua oportunidade gloriosa
O dízimo é a dívida que você tem com Deus.  Esse débito vem primeiro no tempo e princípio.  Pague a sua dívida a Deus, faça-se seu SÓCIO em suas finanças, e receba as suas bênçãos nos assuntos temporais.  Isso o habilitará a pagar os seus débitos, ou a encontrar um trabalho, ou a ter as suas necessidades supridas mais rapidamente do que se você evitasse saldar a sua dívida para com Deus.

Lembre-se de que tudo o que você tem pertence a ele, não a você (Dt 10:14).  Você se encontra na posição de um mordomo, cuidando daquilo que pertence a outro.  Ele é o seu sócio silencioso, e o dízimo, além das ofertas, é a porção dele.  O resto Deus lhe dá livremente.  Mas se você se apropria da parte que a Ele pertence, você está roubando, e ROUBANDO DE DEUS (Ml 3:8-9).  Você pagaria as suas dívidas usando o dinheiro que outra pessoa lhe desse para administrar?  Se alguém, que trabalha em um banco, fizesse assim, isso seria considerado desfalque.

Alguns dirão:  “Eu nunca dizimei, e eu sei que Deus nunca me censurou, pois tenho a certeza em meu coração de que sou seu filho sem ter que dizimar.”

Deus o tem abençoado até agora, na medida em que você se submeteu a Ele, segundo o que Ele revelou na sua Palavra.  Enquanto você tem a luz, anda nela, antes que as trevas venham sobre você (João 12:35-36).  “Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor” (2 Pe 3:18).  Leia também Romanos 11:22.

Se todo cristão de fé aceitasse essas instruções simples e claras de Deus, honrando-O com os seus bens em vez de a si mesmos, a Obra de Eterno Deus iria adiante com tão magnífico poder que o mundo seria abalado nas suas estruturas!

Busque PRIMEIRO o reino de Deus, e todas as suas necessidades materiais serão supridas.  Experimente!  Acredita na Palavra de Deus! Coloque Deus à prova (Ml 3:10).  Veja como você começa, a prosperar.  Seja um servo fiel; faça de Deus o seu SÓCIO e receba as suas bênçãos.  A Obra de Deus está esperando por você.  ƒb

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