Comprometido com a distribuição de Bíblias em países em desenvolvimento

Tudo sobre o batismo

É o batismo na água essencial à salvação? Que dizer
do “ladrão na cruz”? Foi salvo sem o batismo? Qual é a
forma ou modo apropriado – aspersão, derramamento ou imersão?
Deveriam os bebês e as crianças ser batizadas? Suponha que você tenha
sido batizado por um ministro em quem perdeu a confiança. Deveria ser
batizado novamente? Suponha que tenha sido batizado “em nome do Pai,
e do Filho, e do Espírito Santo”. Deveria ser batizado de novo somente
“em nome de Jesus”? Deveria alguém ser batizado IMEDIATAMENTE,
ou só “depois de seis meses de ser provado”?
É necessário que
a cerimônia seja realizada por um ministro ordenado?

Texto original de Herbert W. Armstrong (1892-1986)

Edição de 2002

SOMOS salvos pela graça, e por meio da fé – nunca se esqueça disso; entretanto, existem condições!

E milhões estão sendo enganados e desencaminhados ao pensarem que estão salvos, quando não estão!

Ensina-se, falsamente, que Cristo “concluiu o plano de salvação na cruz” – quando na verdade ali apenas começou. Muitas denominações religiosas ensinam: “Basta CRER – isso é tudo que tem a fazer; acredite no Senhor Jesus Cristo, e você estará salvo no mesmo instante!”

Esse ensinamento é falso! E o resultado desse engano causado pela quase total abolição da pregação do Evangelho verdadeiro de Jesus Cristo durante mais de 1.900 anos, dando lugar a um evangelho falso sobre a pessoa de Cristo, e, com freqüência, um Cristo falso – milhões hoje adoram a Cristo em vão! “Em vão, porém, me honram”, disse Jesus, “ensinando doutrinas que são mandamentos de homens” (Mc 7:6-9).

O homem é mortal. O homem não possui imortalidade inerente em si. Só Cristo Jesus, entre todos os homens que já viveram, tem imortalidade (1 Tm 6:15). A pena do pecado é a morte – a segunda morte, ou a morte eterna da qual não haverá ressurreição. E todos pecaram e estão sujeitos a essa sentença. Somente Deus tem a vida eterna inerente em si (João 5:26) – somente Ele tem a vida eterna para dar. E como o Pai tem vida inerente em si mesmo, Ele deu ao Filho, Cristo a condição de ter vida imortal inerente em si mesmo, a qual, por meio de Cristo, Deus também nos dá (1 João 5:11-12) – e quem não tem Cristo não tem a vida eterna. A vida eterna é um dom que nenhum homem possui até recebê-lo de Deus como dádiva (Rm 6:23).

O sangue de Cristo de maneira alguma salva alguém. A morte de Cristo pagou deveras a penalidade imposta pelo pecado em nosso lugar – apagou o registro de nossos pecados passados – meramente nos livrou da pena da morte – removeu o que nos separava de Deus e nos reconciliou com Ele.

Entretanto, nós somos SALVOS – isto é, recebemos a vida imortal – pela vida de Cristo, não pela Sua morte (Rm 5:10). Cristo é um Salvador vivo! Ele não está morto – Ele se levantou dentre os mortos! Nunca poderíamos ser salvos apenas pelo Seu sangue, se Ele não houvesse ressuscitado dos mortos (1 Co 15:17-18).

Nós somos mortais, sem vida imortal inerente em nós mesmos. A menos que sejamos salvos continuaremos sob a pena de morte eterna por causa do pecado. Para sermos salvos, teremos de nascer de Deus, que é espírito. Nascemos de pais humanos, e portanto somos humanos – de carne, do pó da terra, terrenos (João 3:3, 6; Gl 2:7; 3:19; 1 Co 15:47-49). Para nascermos de Deus, precisamos, primeiramente, agora nesta vida, receber a impregnação da vida ou seja, receber o Espírito Santo de Deus.

Seremos então, simplesmente, gerados espiritualmente – comparados a um bebê ainda no ventre da mãe, antes de nascer – realmente ainda em estado pré-natal. Assim simplesmente nos tornamos herdeiros potenciais do Reino de Deus, sem ainda termos herdado coisa alguma.

Ser convertido significa ser transformado. Quando uma pessoa recebe o Espírito Santo de Deus, todo o seu ponto de vista, sua maneira de encarar a vida, seus propósitos, seus objetivos, seu modo de pensar – tudo – se transforma! É uma renovação da mente – o Espírito de uma mente sã. Mas ela está ainda simplesmente gerada. E como o bebê ainda no ventre precisa de alimento por intermédio da mãe para desenvolver-se e crescer fisicamente antes de nascer, assim também acontece com o ser humano convertido, gerado espiritualmente: ele precisa ser alimentado com o alimento espiritual da Palavra de Deus para crescer espiritualmente – precisa crescer na graça e no conhecimento de Cristo enquanto Ele revela o Seu conhecimento pela Sua Palavra (2 Pe 3:18). Ele terá que vencer as tendências nocivas da sua natureza humana e alcançar a autodisciplina; aprender a ter paciência; crescer em amor, fé, e entendimento; fazer as obras de Cristo. E, nesse crescimento espiritual – nessa vida de serviço ativo – ele terá que suportar perseguições e provas até o fim.

Receberão a imortalidade somente aqueles que, durante a vida cristã de crescimento espiritual, lograrem alcançar o conhecimento e a graça, vencendo e se desenvolvendo espiritualmente. Além disso, terão que fazer as obras de Cristo, perseverando até o fim, para finalmente serem transformados de mortais a imortais, no tempo da segunda vida de Cristo (1 Co 15:53-54).

Desta maneira, conforme dissemos, ser convertido e receber o Espírito Santo de Deus é apenas o primeiro passo. A seguir, inicia-se uma vida inteira de submissão ao governo de Deus – vivendo pelas leis que expressam a Sua vontade, em vez de seguir a própria vontade e desejo.

A menos que pertença a Cristo, uma pessoa nem mesmo poderá ser gerada de Deus (1 João 5:12). E não pode pertencer a Cristo a menos que tenha recebido o Espírito Santo (Rm 8:9). Em outras palavras, não somos convertidos, nem mesmo temos começado no caminho que leva à salvação final, a menos e até que tenhamos recebido o Espírito Santo de Deus.

A questão é, então, como dar o primeiro passo para se tornar um cristão – como iniciar na vida cristã que leva à vida eterna – e assim, como ser transformado e receber of Espírito Santo de Deus.

“O que faremos?”
Observe bem o princípio do Evangelho de Jesus Cristo (Mc 1:15). Jesus disse: “Arrependei-vos, e crede no Evangelho”. As primeiras palavras que Ele proclamou, no início de Seu Evangelho, foi no sentido de impor duas condições para ser um cristão: arrependimento e fé. Essas são as duas condições impostas a nós. O arrependimento em direção a Deus. A fé em direção a Cristo. Arrepender-se significa parar de pecar, porque pecado é a transgressão da Lei espiritual de Deus – portanto, arrepender-se significa começar a viver conforme os mandamentos de Deus. Também Jesus acrescentou: “Crede no Evangelho”. E o Evangelho são as Boas Novas do Reino de Deus – que significa o governo de Deus, e implica na obediência às Suas leis que representam a vontade expressa de Deus. Quando nos submetemos a esse governo ou vontade, somos governados pela vontade Deus, não mais pela vontade humana.

Após haver Jesus completado o Seu ministério terrestre e ter pago a penalidade pelos nossos pecados, e após ter ressuscitado dos mortos e subido ao céu, enviou o Espírito Santo no dia de Pentecostes.

Milhares de pessoas presenciaram em Jerusalém esse festival. Naquela manhã, o Espírito de Deus desceu e entrou nos discípulos, e milhares ficaram estupefatos e maravilhados ante o majestoso espetáculo. Pedro, então, inspirado, pregou o seu primeiro sermão desta dispensação cristã. Milhares, profundamente convencidos de suas culpas, reconheceram o seu estado espiritual. Compreenderam que Cristo era verdadeiramente o Messias – o Salvador.

“O que faremos?” perguntaram a Pedro e aos discípulos. “Como poderemos ser salvos?”

Nessa altura, Pedro, inspirado, deu a resposta franca e direta:

“Arrependei-vos!” bradou com grande poder, – cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38).

Eis aí as condições – apenas duas – as mesmas dadas por Jesus logo no começo da pregação do Seu Evangelho – arrependimento e fé! Pois ninguém pode ser corretamente batizado a menos que creia (Atos 8:37)! O batismo é uma ordenança que simboliza a fé na morte, no sepultamento e na ressurreição de Cristo.

Uma vez preenchidas essas condições, Deus se propõe a colocar o Seu Espírito no crente arrependido – o que significa colocar o Seu amor, fé, entendimento, mansidão e bondade, poder, etc. – o Seu modo de pensar – o Espírito de uma mente sã – a Sua própria vida – a impregnação e procriação da vida eterna, e do próprio caráter de Deus! O Espírito Santo na pessoa é que a modifica!

“Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos – a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar” (Atos 2:39).

O batismo na água, por conseguinte, é uma parte necessária para se entrar no caminho da salvação.

O exemplo de Jesus
Jesus Cristo nos deixou exemplo em tudo, para que seguíssemos os Seus passos. Ele foi o modelo do viver cristão para cada indivíduo, e também o padrão vivo para os Seus ministros escolhidos (1 Pe 2:21).

Jesus, embora sem pecado, foi batizado, deixando-nos o exemplo. Você lerá sobre isso em Mateus 3:13-17. Ao ser batizado, Jesus foi imerso na água. Não foi por aspersão nem por derramamento de água porque a Bíblia diz que “e … sendo Jesus batizado, saiu logo da água …” (Mt 3:16). Logo após o Espírito de Deus desceu sobre Ele, visivelmente, e uma voz do céu falou: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” Queria Deus que pela Sua ajuda, poder e graça possamos estar capacitados a viver uma vida de vitória para que, finalmente, Ele possa dizer o mesmo de nós!

O significado de “em nome de Jesus Cristo”
Jesus também deixou exemplo para os Seus ministros. Você sabia que Jesus batizou mais discípulos do que João Batista?

Leia: “Depois disto foi Jesus com os seus discípulos para a terra da Judéia; e estava ali com eles, e batizava. … E quando o Senhor entendeu que os fariseus tinham ouvido que Jesus fazia e batizava mais discípulos do que João (ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos)” (João 3:22 e 4:1-2).

Há aqui uma referência importante. Na verdade, Jesus não participou pessoalmente do ato físico do batismo – Ele deixou que Seus discípulos o fizessem por Ele. E o que eles fizeram, pela Sua autoridade e ordem, foi atribuído a Ele. Assim foi como se o próprio Jesus os tivesse batizado.

Aqui está a verdade mais importante. Os Seus discípulos batizavam em nome dEle – isto é, em Seu lugar – eles batizavam por Jesus – pela Sua autoridade – e isso era considerado exatamente o mesmo como se o próprio Jesus houvesse verdadeiramente efetuado! Na verdade, o Espírito Santo, realmente inspirou esse testemunho de que Jesus batizava mais discípulos do que João. Quando, pela Sua direção e por Ele – o faziam, atribuía-se a Jesus esta ação. Em outras palavras, foi Ele quem batizou, por meio e através de Seus discípulos!

Pedir alguma coisa em oração, fazer algo ou realizar qualquer coisa, no nome de Jesus Cristo, é o mesmo que pedir, ou fazê-lo pela Sua autoridade. É agir como agente dEle: fazê-lo por Ele, em Seu lugar. É como se agisse por uma procuração legal para atuar por Ele. Infere-se que Ele nos delegou essa autoridade; e, na realidade, o fez. Pois é-nos ordenado fazer tudo no nome de Cristo.

Jesus ordenou o batismo
Tenha em mente o quadro claro do verdadeiro Evangelho. O verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo é a mensagem que Deus enviou ao mundo, e Cristo foi o Mensageiro divino que a trouxe, e a proclamou. Essa não era essencialmente uma mensagem sobre a Pessoa de Cristo, mas acerca do Reino – do governo – de Deus. Jesus dedicou três anos e meio ao ensino dessa mensagem aos Seus doze apóstolos.

Depois de Sua ressurreição, Jesus lhes deu a comissão final do Evangelho para esta era, e nela ordenou o batismo como ordenança obrigatória para esta dispensação evangélica:

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho” – a mensagem que Deus enviou e que Cristo proclamou – “a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Mc 16:15-16). Note estes pontos importantes: O Evangelho a ser pregado não era a mensagem atual que se ouve sobre a pessoa de Cristo, mas a mensagem que Ele trouxe e pregou – as Boas Novas do governo de Deus.

No que é necessário crer para ser salvo? Naquilo que é pregado – o Evangelho! Quando até os pregadores de hoje jogam fora a Lei de Deus, abrogando assim o governo (o Reino) de Deus, pois não pode haver governo sem lei – negam aquilo que se deve acreditar para ser salvo – e seus seguidores não podem ser salvos, pois estão iludidos. E, também, todo aquele que “for batizado” será salvo. O batismo faz parte da comissão divina – uma ordenança exigida para a salvação.

Observe a versão de Mateus sobre a Grande Comissão: “Portanto ide, ensinai todas as nações ….” Certamente que os discípulos iriam ensinar a essas nações o que Jesus lhes havia ensinado – a mensagem que Deus enviara para Jesus entregar e proclamar ao mundo – as Boas Notícias do governo de Deus – a mensagem que por mais de 1.800 anos não tem sido pregada ao mundo inteiro. “… Batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mt 28:19-20).

Aqui, de novo, na Grande Comissão final para pregar o Evangelho nesta era, Cristo ordenou o batismo, e aqui Ele especificamente afirmou “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Somente no nome de Jesus
Considerando-se o fato de que hoje alguns estão sendo batizados de novo “somente no nome de Jesus” a fim de eliminar o Pai e o Espírito Santo, esse assunto deve ser examinado aqui. Sustentam que essa passagem em Mateus 28:19 é o único lugar na Bíblia onde os nomes do Pai e do Espírito Santo são citados juntos. Argumentam que algo tem que ser estabelecido “pela boca de duas ou mais testemunhas” e desde que, segundo eles, só existe este único testemunho para essa ordem, deve ser rejeitado. Todas as outras passagens mencionam somente o nome de Jesus.

A explicação é que duas ou mais testemunhas são exigidas apenas no caso de testemunho humano – quando um acusa a outro. Essa instrução não se aplica ao testemunho divino, conforme inspirado pelo Espírito Santo, e concluir o contrário seria quase uma blasfêmia contra o Espírito Santo! Ao contrário: “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino …” (2 Tm 3:16 – Edição Revista e Atualizada no Brasil). E a Escritura não pode ser anulada (João 10:35)! Se você puder anular, invalidar, rejeitar ou eliminar esta única escritura, você poderá rejeitar todas as outras!

Nessa passagem, a palavra traduzida por “em” deveria ter sido traduzida por “dentro de”. O significado, portanto, é que os crentes arrependidos são batizados dentro de Deus o Pai, dentro de Cristo, o Filho, e dentro do Espírito Santo. Mas quem mergulha o novo crente na água o faz no nome de – isto é, pela autoridade de Jesus Cristo. Por quê? Porque Jesus disse “todo o poder” – e isso inclui toda autoridade – “é-me dado … no céu e na terra”. Ele possui toda a autoridade! Ou fazemo-lo com Sua autoridade ou então o fazemos sem qualquer autoridade.

Ordenança no Novo Testamento
Os apóstolos entenderam que o batismo era comissionamento e mandato divinos. Cumpriram essa missão, sempre batizando os crentes arrependidos.

O primeiro sermão inspirado, após a vinda do Espírito Santo, para converter a Pedro e aos apóstolos, foi mencionado acima. Pedro exortou a todos que se arrependessem e que fossem batizados.

“De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas” (Atos 2:41).

“E descendo Filipe à cidade de Samaria lhes pregava a Cristo … Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus, e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres” (Atos 8:5, 12).

Alguns, que não acreditam no batismo na água, podem dizer que esse batismo não foi com água, mas com o Espírito Santo. Entretanto, mais tarde, “Os apóstolos, pois,que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João. Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo. (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus)” (vv. 14-16).

Visto que nenhum deles havia ainda sido batizado com o Espírito Santo, é óbvio que já haviam sido batizados na água.

O batismo categoricamente ordenado
Assim como Pedro pregou o primeiro sermão inspirado depois da vinda do Espírito Santo, e ordenou o batismo aos judeus em Jerusalém, assim também Deus o enviou primeiro a pregar o Evangelho aos gentios dez anos mais tarde. Isso aconteceu na casa de um gentio muito devoto chamado Cornélio. Mas, embora ele fosse devoto, não entendia e não possuía o conhecimento que salva. Não sabia mais que cair aos pés de Pedro, um simples mortal, para adorá-lo. Deus enviara Pedro para ensiná-lo.

Pedro pregou à família de Cornélio: “A palavra que Ele [Deus] enviou” – a mensagem enviada por intermédio de Jesus Cristo como Mensageiro (vs. 36). “E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra” (Atos 10:44). O versículo 45 se refere ao “dom do Espírito Santo”. A palavra “também” indica o mesmo “batismo” com o Espírito Santo que Pedro e os apóstolos haviam recebido. Atos 11:15-17 descreve-o claramente como o mesmo “batismo” com o Espírito Santo que os apóstolos receberam. Agora esses gentios haviam recebido o “batismo” com o Espírito Santo.

“Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo? E mandou que fossem batizados em nome do Senhor” (Atos 10:47-48).

Aqui está uma ordem direta, divinamente inspirada, para se batizar na água.

Imersão, aspersão, ou derramamento?
Como em todos os outros pontos de doutrina, as igrejas de hoje estão na maior confusão – algumas praticam o derramamento da água, outras a aspersão, e ainda outras a imersão. Alguns dizem que não faz diferença a forma do batismo. Os que se utilizam da aspersão, geralmente a aplicam em crianças.

A palavra “batizar” é de origem grega, idioma em que foi escrito o Novo Testamento. Literalmente a palavra grega é baptizo, e a definição é “imergir”. Significa submergir, colocar dentro, mergulhar. Não significa “aspergir” ou “derramar”. A palavra grega para “aspergir” é rantidzo, e para “derramar” é cheo. O Espírito Santo não inspirou o uso destas palavras, mas usou baptizo, significando imergir, colocar dentro.

Conseqüentemente, aspersão e derramamento não é batismo!

Quando alguém compreende o significado das palavras inspiradas, é tolice falar-se sobre “que forma ou modo de batismo usaremos – aspersão, derramamento ou imersão?” É tão ridículo como se perguntássemos: “Que forma de imersão usaremos – aspersão, derramamento ou imersão?” Ou se perguntássemos: “Que forma ou modalidade de esquiar usaremos – natação, patinagem no gelo, ou esquiar?” Natação e patinagem no gelo nada têm a ver com esquiar. Aspersão e derramamento nada têm a ver com batismo.

João batizou nas proximidades de Aenon, perto de Jerusalém, “porque havia ali muitas águas” (João 3:23). Ele teria precisado de apenas um copo cheio para aspergir, ou um jarro cheio para derramar – mas para batizar era necessário “muita água”. Também, esse versículo indica que João batizava com muita água, não por derramamento de uma caneca cheia de água sobre a pessoa.

Jesus nos deixou o exemplo – não havia outro propósito no Seu batismo – e assim, Ele foi abaixado dentro da água, pois que, as escrituras mostram que Ele saiu para fora da água (Mc 1:10). Ambos Filipe e o eunuco desceram PARA DENTRO DA ÁGUA (Atos 8:38). Não havia outra razão para Filipe entrar diretamente na água, senão a de que não havia outro modo dele mergulhar o eunuco dentro do rio. Eles saíram para fora da água (vs. 39).

O significado do batismo
O batismo é o sepultamento, e a saída da tumba. Leia Colossenses 2:12: “Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos.” Nem a aspersão nem o derramamento representam um sepultamento, e a pessoa não se ergue de nenhum dos dois. Esses não retratam o significado simbólico do batismo, e portanto, não têm sentido.

Quando alguém é submerso na água, ele se encontra em uma sepultura de água. Ele não viveria dez minutos a menos que fosse retirado de dentro da água – a menos que fosse retirado dessa sepultura de água. Portanto, quando alguém é imerso na água, encontra-se literalmente em uma sepultura.

Observe mais adiante: “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós em novidade de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição” (Rm 6:3-5).

Aí está o belo simbolismo – o verdadeiro significado do batismo.

Ele representa, em símbolo, a morte, o sepultamento e a ressurreição de Cristo.

Entretanto, como todas as coisas no plano de Deus, o batismo tem uma dupla significação: simboliza também a crucificação do velho homem (vv. 6-7), ou da vida de pecados; figura o sepultamento desse ego pecador, e o levantar-se desse sepultura de água simboliza uma pessoa completamente mudada, ressuscitada para uma vida espiritual nova e justa em Cristo Jesus.

Descer as águas representa a morte de Cristo, e do velho ego.

O sepultamento na água representa o enterro de Cristo e do velho ego, e a ação de tirar a pessoa da água representa a ressurreição de Cristo, e a pessoa espiritualmente ressuscitada vive daí em diante “em novidade de vida”.

O batismo na água é a ordenança de Cristo pela qual expressamos nossa fé em Cristo como Salvador – nossa aceitação de Sua morte, sepultamento e ressurreição por nós, e nosso arrependimento da nossa vida passada e o sepultamento da mesma, erguendo-se agora para uma vida nova e melhor daqui em diante. É uma bela ordenança, cheia de significado!

Não somos batizados em uma denominação
Observe com cuidado, também- que somos “batizados em Jesus Cristo” (Rm 6:3), ou como Cristo expressou em Mateus 28:19, no Pai, no filho e no Espírito Santo – não em certa organização ou denominação religiosa.

Em muitas igrejas sectárias de hoje o ministro recusará batizar alguém a não ser para que faça parte da sua igreja – seu grupo ou organização de seres humanos. Mas um batismo sectário não é o verdadeiro. Somos chamados para ser batizados na divina família – a família de Deus – e isto é para ser feito “no nome” ou pela autoridade de Jesus Cristo.

Em muitas igrejas o batismo tem-se degenerado em um ritual ou cerimônia de ingresso no quadro de associados dessa organização sectária – nada mais que um rito pelo qual alguém se une a uma loja fraternal ou a um clube social!

Observe bem estes fatos: Alguém pode “unir-se” a uma loja, clube social, ou a um grupo organizado de homens (a maioria das igrejas de hoje têm-se degenerado em clubes sociais). Entretanto, ninguém pode “unir-se” à verdadeira Igreja de Deus! Você não pode entrar pela sua livre escolha! Não, Deus deve colocá-lo nela – nenhum homem o pode – você não pode fazê-lo por si mesmo!

Como alguém consegue entrar na Igreja verdadeira? “Pois todos nós fomos batizados em um espírito formando [colocados dentro de] um corpo” – o Corpo de Cristo, a verdadeira Igreja de Deus (1 Co 12:13). “Batizar” significa “colocar dentro” ou “submergir”. Quando recebemos o Espírito Santo de Deus para nos transformar – fazendo-nos novas criações em Cristo – recebemos a impregnação da vida eterna de Deus. É o próprio germe de vida de Deus, o pai. É o espírito de filiação, por meio do qual nos tornamos Seus filhos, e podemos chamá-lo “Pai” (Rm 8:14-15). A Igreja de Deus é a família de Deus – composta dos filhos de Deus. Nós não nos tornamos Seus filhos até que sejamos gerados por ele – até que recebamos Seu Espírito – a Sua natureza – a Sua vida. Quando recebemos o Seu Espírito, então, automaticamente somos colocados dentro da Sua família – a Sua igreja! Unir-se aos clubes sociais chamados igrejas não coloca ninguém dentro da Igreja de Deus!

Agora, o batismo na água é uma condição exigida para se receber o Espírito Santo. Em Samaria, e também em Éfeso, eles não havia recebido o Espírito Santo até depois que foram batizados na água (Atos 8:14-17; 19:1-6). É certo que na casa de Cornélio eles receberam o Espírito Santo, e desse modo foram batizados pelo Espírito, colocando-os na Igreja antes do batismo de água – mas Pedro imediatamente ordenou que fossem batizados na água. Essa foi uma rara exceção à regra.

E não existe promessa alguma de que alguém receberá o Espírito Santo antes de ser batizado na água – muito embora Deus em Sua sabedoria e amor possa, em raras ocasiões, fazer exceção. A ordem é: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado” e então “recebereis o dom do Espírito Santo”.

O ladrão na cruz
É o batismo essencial? O que dizer sobre o “ladrão na cruz”?

A resposta é: Deus ordena o batismo na água. O batismo na água não é o que nos salva. Embora seja ordenado “para a remissão dos pecados”, no entanto, é meramente simbólico daquilo que perdoa nossos pecados – isto é, a morte de Cristo. Enquanto também ele representa a Sua ressurreição, pela qual somos finalmente salvos, é simplesmente o símbolo, não a realidade.

A explicação verdadeira é que o “ladrão na cruz” estava impedido de ser batizado. E desde que o batismo não é a coisa que nos salva da pena da morte, nem nos torna justos, nem nos concede a vida eterna, ele não perdeu a salvação por causa de circunstâncias fora de seu controle. Deus faz concessões para tais casos.

Apesar disso Deus ordena o batismo na água; e para alguém que seja capaz de ainda desafiar o mandamento e recusá-lo, ou negligenciar, ou mesmo adiar a obediência a esse mandamento até que seja tarde demais, certamente estará cometendo um ato de desobediência que lhe imporia a penalidade do pecado, e lhe causaria a perda da salvação.

Você não precisa se preocupar quanto ao ladrão na cruz – ou quanto a qualquer outra pessoa que tenha sido absolutamente impedido de ser batizado. Todavia, você precisa se preocupar muito – você que é capaz – com a obediência ao mandamento. É essencial para salvação, visto que Deus o ordena, e a insubmissão constitui desobediência que poderia resultar na perda da salvação.

Quanto tempo deveremos esperar?
Isto nos traz à pergunta – quanto tempo deveremos esperar para sermos batizados?

Uma ou duas denominações religiosas insistem que seja adiado até que o candidato tenha se mostrado ao nível exigido – tenha mostrado ter o Espírito Santo e esteja vivendo uma vida espiritual justa – ou tenha chegado a um certo conhecimento espiritual. Certa denominação não batizará os candidatos até que cheguem a “ver” e a aceitar a Lei de Deus e muitas das doutrinas dessa denominação, e geralmente há um período de seis meses para prová-los.

Paulo afirma que a Lei de Deus “é espiritual”, e que a mente carnal (não convertida) não está sujeita à Lei nem o pode estar (Rm 7:14 e 8:7). A ordem de Deus é: 1) Pregar o Evangelho, levando a convicção de pecado aos corações daqueles a quem Deus chama, levando ao arrependimento e à fé em Cristo; 2) Batismo; e 3) eles receberão o Espírito Santo, que renova as suas mentes, os ensina e revela verdades espirituais. Desde que ninguém consegue compreender a lei espiritual de Deus ou as coisas espirituais até que receba o Espírito Santo (e é necessário ser batizado antes de recebê-lo), deverá ser batizado primeiro. Todos sabem que têm pecado e vivido contrariamente à vontade de Deus, embora ainda não tenham o entendimento espiritual da vontade de Deus. Deus pode conceder o arrependimento à mente carnal antes da conversão daquela pessoa. Ninguém precisa de uma educação espiritual de nível universitário no conhecimento da Bíblia para se arrepender e ser batizado em Cristo. A seqüência que Jesus prescreveu foi: 1) Pregar o Evangelho, 2) batizar os crentes arrependidos, e 3) ensinar-lhes os mandamentos (Mt 28:19-20).

Sendo assim, por quanto tempo deveria o batismo ser adiado?

Ora, tão logo alguém tenha se convencido de seus pecados e de sua vida pecaminosa e reconheça que o seu próprio caminho de vida tem sido errado, e se torne enfadonho dos seus próprios caminhos, voltando deles para os caminhos de Deus e verdadeiramente arrependendo-se de sua vida de pecado, acreditando e aceitando Jesus Cristo como Salvador pessoal, então ele se torna um filho de Deus. Isto implica que daqui em diante ele passa a obedecer a Deus, e quer se voltar para uma nova vida de fé em Cristo Jesus, uma vida transformada, diferente e feliz. Se a pessoa tem passado por tudo isso, então essa pessoa deverá ser batizada imediatamente se possível – e não sendo, então, tão logo um servo verdadeiro de Deus esteja disponível para efetuar o batismo.

O batismo nunca dever ser adiado
Há o perigo de o batismo ser negligenciado até que seja tarde demais! Em todos os casos registrados no Novo Testamento, os recentes arrependidos foram batizados imediatamente.

No dia de Pentecostes, 3.000 pessoas foram batizadas naquele mesmo dia. Filipe batizou o eunuco de imediato. Deus enviou Ananias para batizar a Saulo, cujo nome foi mudado para Paulo, o apóstolo. Imediatamente ao encontrá-lo, Ananias disse-lhe: “E agora por que te deténs? Levanta-te, e batiza-te, e lava os teus pecados, invocando o nome do Senhor” (Atos 22:16). Paulo batizou o carcereiro filipense e aqueles de sua família “naquela mesma hora da noite” – e era além da meia noite (Atos 16:33). Eles nem mesmo esperaram o raiar do dia!

Deverão as crianças ser batizadas?
Ninguém poder batizado até que tenha se arrependido inteiramente. Somente os que crêem tanto no Evangelho verdadeiro (a mensagem pregada por Jesus, isto é, as boas novas do Reino ou do governo de Deus), quanto em Jesus Cristo como Salvador pessoal podem ser batizados (veja Atos 2:38; 8:37; 16:31).

As crianças não têm atingido essa maturidade onde possuam a autodisciplina para se arrepender e acreditar. Lembro-me de alguns casos em que crianças, de oito a doze anos, foram batizadas por outros, apesar das minhas objeções e protestos, e sem exceção essas crianças logo se tornaram mais desgover-nadas, mais desobedientes e mais pecadoras, do que antes.

Quando alguns samaritanos se arrependeram, mediante a pregação de Filipe, eles “se batizavam, tanto homens como mulheres” (Atos 8:12). Somente os adultos tinham maturidade bastante para o batismo.

A mente das pessoas em geral não madure até cerca dos 25 anos de idade – embora haja freqüentes exceções. Uns poucos amadurecem e se tornam sóbrios e sérios na perspectiva da vida aos 16, ou em casos raros, mesmo bem mais jovens.

A mente imatura pode experimentar um sentimento emocional de remorso temporário, e isso pode ser falsamente interpretado como arrependimento, quando é só momentâneo e logo esquecido. É como o amor ilusório entre adolescentes. Muitos são os adolescentes de 13 a 17 anos que têm um número de experiências emocionais temporárias, sentindo-se seguros de que estão “enamorados”. Naturalmente que eles mesmos estão certos disso, e não se deixam convencer do contrário. Em geral, esse sentimento se desvanece com o tempo, porém em casos raros, é óbvio, eles podem realmente “conhecer o coração” – embora isto seja a rara exceção e não a regra. Assim acontece com o arrependimento e a fé.

A criança que é batizada pode ser bem séria quanto à sua decisão no momento do batismo. Mas quando ela se torna mais velha e se submete a uma experiência totalmente nova na vida – fica à mercê de influências de “adolescentes” que são bem diferentes hoje do que há uma ou duas gerações – deve enfrentar muitas tentações peculiares à juventude ativa, dinâmica, inquieta, desejosa de excitações, no desabrochar do apelo sexual. A experiência ensina-nos que nem mesmo um entre cem jovens pode ser verdadeiramente convertido antes dessa idade, e manter-se assim, crescendo espiritualmente de forma constante, mais e mais perto de Cristo e de do Seu Reino, durante esse anos tão difíceis da adolescência.

Não se pode estabelecer uma regra acerca da idade apropriada para o batismo. É quase impossível estar absolutamente seguro quanto aos jovens menores de 21 ou 25 anos – especialmente abaixo de 18. A menos que se esteja positivamente certo de que tais jovens tenham realmente se arrependido de ser teimosos e de viver segundo os caminhos deste mundo, os mesmos deverão ser encorajados a viver conforme a palavra de Deus, mas devem se abster do batismo até que estejam seguros. João Batista insistia com os candidatos para produzir “frutos dignos de arrependimento” – ou seja, para comprovarem o seu arrependimento pelos frutos manifestados em suas vidas.

Os jovens deverão deixar por alguns anos que tais frutos comprovem o seu arrependimento, sinceridade e fervor. Os adultos deverão ser batizados imediatamente, ou logo que seja possível, ao constatar-se o arrependimento verdadeira e a fé genuína.

No caso de alguns leitores que aguardam o batismo – pedimos que nos escrevam para que possamos lhes enviar um representante. Nos casos em que a “falta de um ministro/representante” impeça o batismo imediato, nesses casos, ou como o do ladrão na cruz, Deus compreende e faz concessões. Entretanto, evite toda demora desnecessária.

Deve o batismo ser efetuado somente
por ministros ordenados?
Finalmente, quem está autorizado a efetuar o batismo?

Deve o crente arrependido ser batizado somente por um ministro ordenado? De quanto depende a bondade, a crença ou a espiritualidade do homem que executa a ordenança?

Primeiro, vamos ao exemplo de Jesus; a seguir, às instruções de Cristo; e então, ao ensinamento e prática da Igreja primitiva do Novo Testamento.

Era o próprio Jesus um “ministro ordenado” – isto é, ordenado e aprovado por uma das denominações populares dos Seus dias? Não, Ele foi desprezado e rejeitado – foi combatido, perseguido – desdenhado como um não-conformista. Ele batizou mais discípulos do que João. Até João não foi reconhecido, ordenado, ou patrocinado de forma alguma por qualquer grupo, ou igreja popular. Aos seus olhos ele era nada mais que um perfeito intruso.

Em verdade, como foi mostrado antes, o próprio Jesus nunca imergiu ninguém na água como Suas próprias mãos – os Seus discípulos o fizeram por Ele, pela Sua autoridade. E justamente aí está o ponto que responde a toda a questão. O que for qualificado para executar a imersão na água deve sempre efetuá-la no nome de Jesus Cristo – o que significa pela Sua autoridade, agindo no lugar de Cristo como o Seu discípulo.

O principio para se lembrar é o seguinte: É Cristo quem o batiza. O homem que o põe debaixo da água está simplesmente realizado este ato físico por Cristo, em Seu lugar. Você não tem que fixar os olhos no instrumento humano, além de tentar conscientemente ir a alguém que você julga honestamente ser um homem de Deus, chamado por Cristo, e usado por Ele na Obra da Sua Igreja verdadeira. E se mais tarde ele se voltar par o caminho errado, a sua salvação não dependerá daquele homem, ou de qualquer outro ser mortal, mas somente de Cristo! Não haverá razão para ser batizado de novo por outro homem.

Sempre existe a possibilidade de que você possa estar enganado quanto ao homem que você acredita estar qualificado para agir por Cristo no ato do batismo. Se isso dependesse desse homem, você teria que possuir poderes divinos para ler os pensamentos e os corações para ter a certeza. Você teria que ser imerso na água cinqüenta vezes antes de estar absolutamente seguro a respeito do homem que efetua o batismo – e mesmo assim, você poderia estar equivocado. Simplesmente tenha o maior cuidado que possa, à medida que Deus lhe permita ver, em relação ao homem que age por Cristo ao batizá-lo – e então não olhe para ele – olhe para Cristo – considere que é Cristo quem o batiza, através de um instrumento humano. E mesmo se o instrumento se tornar imperfeito, lembre-se de que todos os seres humanos são imperfeitos e que o batismo foi realizado por e no nome do único Ser que sempre foi perfeito. E desde que foi em verdade realizado por Cristo, nunca deverá ser feito novamente por outro.

Quem deve batizar?
Voltemos agora ao exemplo de Cristo. Durante o Seu ministério terreno, Jesus permitiu que Seus discípulos efetuassem a imersão por Ele. Naquele momento eles não eram nem mesmo convertidos – ainda não havia recebido o Espírito Santo, pois o Espírito Santo ainda não lhes havia sido dado (João 7:39) porque Jesus ainda não havia ascendido ao céu para enviá-lo (João 16:7). O Espírito veio pela primeira vez para entrar nos discípulos e convertê-los no dia de Pentecostes.

Pedro era o líder dos discípulos e mesmo depois de efetuar esses batismos, negou a Jesus três vezes. Se você tivesse sido batizado por Pedro em nome de Cristo, batizar-se-ia novamente ao saber que ele havia negado a Jesus?

Os discípulos que batizavam por Jesus quando Ele estava com eles em pessoa, não eram ministros ordenados – não eram reconhecidos por qualquer igreja popular – eram meramente estudantes de Jesus sendo ensinados naquele tempo, ainda não preparados para serem enviados como Seus apóstolos e ministros. Há indicações de que eram homens ainda jovens, talvez sem a idade ideal para serem pregadores ou evangelistas. Ele não eram perfeitos, nem mesmo convertidos (Lc 22:32).

Considere agora o ensinamento de Cristo. Aqueles que saem ensinando, ou pregando o Seu Evangelho (a maioria das denominações populares pregam um evangelho diferente) são os que Ele ordenou e comissionou para realizarem o batismo (Mt 28:19-20).

Considere o exemplo da inspirada Igreja primitiva. Filipe não era apóstolo, nem ministro oficial, mas meramente um diácono comissionado pela Igreja para realizar somente atividades materiais, tais como servir às mesas (Atos 6:2-5). Mesmo assim ele desceu até Samaria e pregou a Cristo e o Seu reino, e os que creram forma batizados (Atos 8:5-6, 12). O texto nem mesmo declara que era Filipe quem batizava – ele poderia ter deixado alguns dos seus novos convertidos fazê-lo.

Se você estudar o Novo Testamento sobre esse assunto, verá que parece não dar grande importância quanto a quem põe o crente debaixo da água, desde que o batizado considere que é Cristo quem o realiza. O Espírito Santo enviou Filipe mais tarde para batizar o eunuco (Atos 8:26-39).

Entretanto, note que em todos os exemplos do Novo Testamento a pessoa que realizava a cerimônia do batismo era um representante (embora não necessariamente um ministro ordenado) da Igreja de Deus verdadeira – a Igreja fundada por Jesus (Mt 16:18).

Paulo batizou alguns
Considere finalmente o exemplo e as instruções de Paulo.

A Igreja em Corinto estava em desarmonia quanto a quem deveria seguir. Em Corinto, uns queriam seguir a Paulo, e começar uma Igreja encabeçada por ele – outros queriam seguir a Pedro; outros a Apolo.

“Está Cristo dividido”? perguntou-lhes Paulo (1 Co 1:13). “Foi Paulo crucificado por vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo? [Não somos batizados em nome de algum homem ou igreja corporativa.] Dou graças a Deus, porque a nenhum de vós batizei, senão a Crispo e a Gaio. Para que ninguém diga que fostes batizados em meu nome. E batizei também a família de Estéfanas; além destes, não sei se batizei algum outro. Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar [pregar o Evangelho]” (1 Co 1:13-17).

Veja que Paulo batizou muitos poucos. Ele se valeu de outros – talvez entre os poucos membros leigos que não eram ministros ordenados – para efetuarem os batismos por Cristo. Foi o ministro chamado através de quem Cristo levou o Evangelho aos gentios – por intermédio de quem Cristo, como Cabeça da Igreja, governava as igrejas que haviam sido levantadas pela pregação de Paulo e dos jovens que ele ensinara e enviara sob a sua direção.

Paulo não considerava importante ou essencial que ele, pessoalmente, batizasse todos os que estavam sendo convertidos sob o ministério que Deus realizava através da sua supervisão. “Cristo enviou-me, não para batizar”, disse ele. Paulo deixava outros ministros ordenados e auxiliares realizarem o batismo por ele – sob a sua direção.

Alguns, quando estavam sendo convertidos sob o ministério que Deus estava realizando através da supervisão de Herbert W. Armstrong, pareciam pensar que era importante que Herbert W. Armstrong os batizasse. Mas, como nos dias de Paulo, há o perigo de certas pessoas olharem demasiadamente para a pessoa ou instrumento humano que Deus está usando, ao invés de olharem para Cristo, o Cabeça da Igreja de Deus verdadeira.

E assim, como Paulo fazia, nós hoje às vezes utilizamos homens não-ordenados, consagrados e dedicados, para efetuarem o batismo, no nome de Cristo. É realmente Cristo quem o realiza, pela instrumentalidade humana. O indivíduo o faz simplesmente como servo, ou instrumento de Cristo – apenas desempenhando um serviço, nunca para seu próprio crédito, glória ou honra pessoal.

[Acréscimo editorial: Então esta foi a explicação, e se o ministro ou a pessoa que fez o batismo se desviar mais tarde, isso não torna o batismo inválido, da mesma maneira que o ministro que fez a minha cerimônia do casamento ter afastado do caminho torna o meu casamento inválido.

Os votos de casamento são feitos perante Deus, e o instrumento humano é apenas o instrumento que cumpre a cerimônia, mas não dá a autoridade para o acordo de casamento, pois é Deus que faz o elo entre o casal. O mesmo princípio se aplica ao batismo.]

Conselho para o batismo
A Igreja de Deus tem ministros e servos dedicados, consagrados e convertidos, em algumas partes do mundo – disponíveis para visitá-lo em sua casa, responder às perguntas sobre o arrependimento e o batismo, explicar-lhe a Bíblia – se você o solicitar.

Se você tiver perguntas a fazer sobre a comunhão com os membros, doutrinas ou métodos, arrependimento e batismo – ou quaisquer outras sobre a Bíblia ou a vida cristã, escreva para o endereço de nosso representante mais próximo. Pese cuidadosamente os fatos, de acordo com a sua própria Bíblia. Então, faça a sua própria decisão e dê os devidos passos que Deus lhe mostrar. ƒb

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LEITURA ADICIONAL

Sugerimos agora que o leitor leia os seguintes artigos: Justamente o que é o Propósito e a Missão da Igreja? e O Verdadeiro Arrependimento. Estes artigos se encontram nos Estudos Bíblicos deste site do Fundo Bíblico.

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