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A Ressurreição não aconteceu num domingo

Esteve Jesus três dias e três noites na sepultura,
como disse em Mateus 12:40?  Poderá você calcular três
dias e três noites entre o pôr do sol de “Sexta-feira Santa”
e o nascer do sol do “Domingo de Páscoa”?

Texto original de Herbert W. Armstrong (1892-1986)

OS comumente aceito que Jesus foi crucificado na sexta-feira e que ressuscitou aproximadamente ao nascer do sol na manhã do Domingo de Páscoa.

Entre os que professam o cristianismo quase ninguém pensa em indagar, ou provar, essa tradição de “Sexta-feira Santa” e “Domingo de Páscoa”.  Porém, a Bíblia nos admoesta a examinar (provar) todas as coisas (1 Ts 5:21).  E você ficará literalmente estupefato com essa prova!

Para encontrar a prova, só existe uma autoridade digna de confiança, somente um registro histórico – a Bíblia.

A tradição nada prova
Não houve testemunha ocular da ressurreição. Mesmo os chamados “Padres Apostólicos” não possuíam fonte alguma de informação, a não ser esse registro que hoje está à nossa disposição – a revelação bíblica.  Qualquer tradição, portanto, que está em conflito com a revelação de Deus, tem que ser rejeitada.

Quais são os fatos registrados?

Duvidosos, os fariseus pediram a Jesus um sinal – uma evidência sobrenatural – uma prova do Seu caráter messiânico.

Jesus respondeu:  “Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém não se lhe dará outro sinal senão o do profeta Jonas;  pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem TRÊS DIAS E TRÊS NOITES no seio da terra” (Mt 12:39-40).

Agora considere, por favor, a tremenda importância – o transcendente significado – da declaração de Jesus.

Ele disse expressamente que o único sinal como prova de ser o Messias seria apenas os três dias e as três noites que permaneceria na sepultura lavrada na rocha, “no coração da terra” (Edição Revista e Atualizada no Brasil).

O significado do sinal
Esses fariseus que rejeitavam a Jesus exigiam provas. Jesus, porém, só lhes ofereceu uma evidência.  Essa evidência não era o fato da ressurreição em si – mas o lapso de tempo que haveria de repousar na tumba, antes de ser ressuscitado.

Pense no que isso significa!  Jesus colocou em jogo a Sua afirmação de ser o nosso Salvador, prometendo que iria ficar na tumba exatamente três dias e três noites. Se apenas permanecesse três dias e três noites dentro da terra, isso seria prova de que era realmente o Salvador – do contrário, deveríamos rejeitá-LO como um impostor.

Não é de admirar que Satanás tenha levado os incrédulos a zombarem da história de Jonas e a “baleia”!  Não é de admirar que o Diabo tenha estabelecido uma tradição que nega que Jesus é o Messias!

O dilema da alta critica
Essa única prova sobrenatural, dada por Jesus como evidência do Seu caráter messiânico, tem perturbado grandemente os comentaristas e os altos críticos da Bíblia.  Os seus esforços para racionalizarem, de forma satisfatória, essa única prova da divindade de Cristo, são ridículos ao extremo.

Tem que ser assim, pois que precisam dar uma justificativa, senão suas tradições de “Sexta-feira Santa” e “Domingo de Páscoa” caem por terra!

Um comentarista concluiu:  “Sabemos, é claro, que Jesus realmente só ficou na tumba metade do tempo que Ele esperava ficar!”  Outros expositores se impõem à nossa credulidade, a ponto de quererem que acreditemos que “na língua grega, na qual o Novo Testamento foi escrito, a expressão ‘três dias e três noites’ indica três períodos, seja de dia ou de noite”.

Jesus, dizem eles, foi colocado na sepultura pouco antes do pôr do sol de sexta-feira e ressuscitou ao amanhecer de domingo – duas noites e um dia.

A definição bíblica
Apesar disso, a definição bíblica da duração de “noites e dias” é simples.

Esses mesmos críticos especialistas admitem que no hebraico, idioma em que o livro de Jonas foi escrito, a expressão “três dias e três noites” significa um período de 72 horas – três dias de doze horas e três noites de doze horas.

Note, pois, em Jonas 1:17:  “E esteve Jonas três dias e três noites nas entranhas do peixe”.  Isso, os críticos admitem, foi um período de 72 horas.  E Jesus afirmou categoricamente que como Jonas ficara três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim também Ele ficaria o mesmo espaço de tempo dentro da sepultura.

Jonas esteve 72 horas na “sepultura”.  Depois, ele foi ressuscitado por Deus, milagrosamente, ao ser vomitado na praia – tornando-se o “salvador” do povo de Nínive, quando lhes proclamou a advertência divina.  Assim também, Jesus ficaria 72 horas na sepultura, para dali ser ressuscitado por Deus e se tornar o Salvador do mundo.

Será que Jesus sabia quantas horas há em um “dia” e em uma “noite”?  Jesus respondeu. “Não há doze horas no dia?… se [alguém] andar de noite, tropeça” (João 11:9-10).

Note a definição bíblica da expressão “o terceiro dia”.  O exame de texto após texto nos demonstra que Jesus ressuscitou ao terceiro dia.  Note como a Bíblia define o tempo necessário para completar “o terceiro dia”.

Em Gênesis 1:4:  “E fez Deus separação entre a luz e as trevas. E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite.  E foi a tarde [trevas] e a manhã [luz] o dia primeiro … e foi a tarde [trevas] e a manhã [luz o dia segundo …, e foi a tarde [agora três períodos de trevas chamados “noitetrês noites] e a manhã [agora três períodos de luz chamados “dia – três dias] o dia terceiro” (Gn 1:4-13).

Aqui encontramos a única definição bíblica que explica e calcula o espaço de tempo incluído na expressão “o dia terceiro”.  Isso inclui três períodos de escuridão chamados “noite” e três períodos de luz chamados “dia” – três dias e três noites.  Jesus disse que cada um continha 12 horas – um total de 72 horas.

Isso tem que ser conclusivo!  Qualquer criança de sete anos de idade poderia calculá-lo facilmente.

Qual é o erro?
O que está errado com essas palavras simples e claras de Jesus?  Como então, esses teólogos “prudentes e sábios” sabem que Jesus foi crucificado na “Sexta-feira Santa” e ressuscitou no “Domingo de Páscoa”?!

A resposta simplesmente é: Eles não sabem – porque não é verdade!  E meramente tradição, uma tradição que nos foi ensinada desde a infância e que descuidadamente temos aceito!  Jesus nos advertiu, em Marcos 7:13, a não invalidar, assim, a Palavra de Deus pela nossa tradição.

Já examinamos duas testemunhas bíblicas, em Mateus e Jonas, ambas estabelecendo a duração da presença do corpo de Jesus na tumba, como sendo três dias e três noites, que a Bíblia claramente define como 72 horas.  Agora vamos examinar mais quatro testemunhas bíblicas que provam a mesma coisa.

Note Marcos 8:31:  “E começou a ensinar-lhes que importava que o Filho do homem padecesse muito, e fosse rejeitado pelos anciãos e príncipes dos sacerdotes, e pelos escribas, e que fosse morto, mas que DEPOIS DE TRÊS DIAS ressuscitaria.”

(Qualquer criança do segundo ano primário sabe calcular isso.) Se Jesus tivesse morrido na sexta-feira, e ressuscitado um dia depois, a ressurreição teria ocorrido no sábado à tarde.  Se acontecesse depois de dois dias, teria caído no domingo à tarde, e se ocorresse DEPOIS DE TRÊS DIAS, a ressurreição teria caído na tarde de segunda-feira!

Examine o texto cuidadosamente!  Mesmo que use qualquer método aritmético, de modo nenhum você encontrará um valor diferente de 72 horas (três dias e três noites) numa ressurreição que ocorreu três dias DEPOIS da crucificação.

Se Jesus apenas tivesse ficado na sepultura, do pôr do sol de sexta-feira até o nascer do sol de domingo, a conclusão teria sido que também esse texto deveria ser rasgado e tirado da sua Bíblia; de outra forma teríamos que admitir que Jesus era um impostor e, assim, rejeitá-LO!

Se Ele ressuscitasse DEPOIS de três dias, como diz o texto acima, isso teria significado mais do que 72 horas, porém nunca um segundo a menos.

Note agora Marcos 9:31:  “O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens e matá-lo-ão; e, morto ele ressuscitará ao terceiro dia. A duração de tempo aqui expressa, isto é, ao terceiro dia durante o terceiro dia – tem que ser entre 48 e 72 horas.  Não poderia ser um segundo a mais do que 72 horas, para que Jesus ressuscitasse ainda ao terceiro dia.  E não poderia ser do pôr do sol de sexta-feira até o nascer do sol de domingo, porque então seriam 36 horas, levando-nos apenas ao meio do segundo dia, após a morte.

Em Mateus 27:63, refere-se que Jesus havia dito:  “Depois de três dias ressuscitarei”.  O que significa que não poderia ser calculado menos de 72 horas completas.

E em João 2:19-21, “Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e EM três dias o levantarei … Mas ele falava do templo do seu corpo”.  Para ser levantado EM três dias, depois de ser destruído, ou crucificado e enterrado, não poderia ser mais do que 72 horas.

Se tivermos que aceitar todos os testemunhos bíblicos, teremos que concluir que Jesus esteve exatamente três dias e três noites – três dias inteiros de 24 horas cada um – 72 horas na sepultura, ou então, a única prova sobrenatural que Ele deu falhou.

A hora da ressurreição
Agora note cuidadosamente o seguinte:  Para permanecer três dias e três noites – 72 horas – na sepultura, nosso Senhor tinha que ressuscitar na mesma hora do dia em que o Seu corpo foi colocado na tumba.

Atentemos para esse fato importante!

Se encontrarmos a hora do Seu enterro, então poderemos saber a hora do dia da ressurreição.  Se, por exemplo, o enterro fosse ao nascer do sol, então, para que o corpo ficasse três dias e três noites na tumba, a ressurreição igualmente teria que ocorrer ao nascer do sol, três dias depois.  Se o enterro fosse ao meio dia, a ressurreição seria ao meio dia.  Se o enterro acontecesse ao pôr do sol, a ressurreição teria que ser ao pôr do sol, três dias depois.

O dia da crucificação era chamado “dia da preparação”, ou o dia antes do “Sábado” (Mt 27:62; Mc 15:42; Lc 23:54).  Esse dia terminava ao pôr do sol, de acordo com o cálculo bíblico (Lv 23:32).

Jesus “clamou com grande voz”, logo após à “hora nona”, que corresponde às três horas da tarde (Mt 27:46-50; Mc 15:34-37; Lc 23:44-46).

Entretanto, Jesus foi enterrado antes do final desse mesmo dia – antes do pôr do sol (Mt 27:57-60; Lc 23:52-54, João 19:42).

João adiciona, “ali pois (por causa da preparação dos judeus) … puseram a Jesus”.  De acordo com as leis observadas pelos judeus, todos os corpos mortos deveriam ser enterrados antes do começo do Sábado ou de um dia de festa solene.  Por isso Jesus foi enterrado antes do pôr do sol do mesmo dia que morreu.  Ele morreu logo depois das três horas da tarde.

Portanto – note cuidadosamente – o enterro do corpo de Cristo foi no final da tarde, entre 15 horas e o pôr do sol, como provam essas escrituras.

E desde que a ressurreição tinha que ocorrer à mesma hora do dia, três dias depois, a ressurreição de Cristo, portanto, ocorreu não ao nascer do sol, porém no final da tarde, próximo ao pôr do sol.  Tão surpreendente quanto pareça, no entanto, essa é a pura verdade da Bíblia!

Se Jesus tivesse saído da tumba a qualquer outra hora, Ele não poderia ter permanecido três dias e três noites nela.  E se isso tivesse realmente acontecido, só poderíamos concluir que Ele deixara de provar, pelo único sinal prometido, que Ele era verdadeiramente o Messias, o Filho do Deus-vivo.  Ou ressuscitou ao fim do dia, próximo ao pôr do sol, ou, então, Ele não era o Cristo!  Com a promessa desse sinal, Jesus colocou em jogo a Sua reputação.

Portanto, mais uma tradição, há longo tempo venerada, cai por terra.

Que dia seguia à crucificação?
Agora, porém, surge uma objeção que poderá ser feita por alguém, e que, entretanto, é o mesmo ponto que comprova essa verdade.

Talvez você tenha notado que as Escrituras dizem que o dia depois da crucificação era um Sábado.  Em conseqüência, por séculos, as pessoas têm concluído, cegamente, que a crucificação aconteceu na sexta-feira.

Já mostramos, porém, pelos quatro evangelhos, que o dia da crucificação era chamado “dia da preparação”.  O dia da preparação para o Sábado. Mas para que Sábado?

O Evangelho de João nos dá a resposta definitiva.  “E era a preparação da páscoa … (pois era grande o dia de sábado)” (João 19:14, 31).

O que quer dizer “grande o dia de sábado”, ou, como a Edição Revista e Atualizada no Brasil apresenta:  “grande o dia daquele sábado”?

Pergunte a qualquer judeu!  Ele lhe dirá que é um dos dias santos anuais, ou seja, um dia de festa – sete dias que os israelitas observavam todos os anos – todos eles chamados Sábados!  Os Sábados anuais, tais quais os feriados romanos de hoje, caem em certos dias do ano, porém em dias da semana diferentes para cada ano.  Esses Sábados podem cair na segunda-feira, na quinta-feira, ou no domingo.

Se você estudar os textos seguintes, verá que os dias santos anuais eram todos chamados Sábados:  Levítico 16:31; 23:24, 26-32, 39.

Note Mateus 26:2:  “Bem sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado”.  E se você continuar lendo esse capítulo verá que Jesus foi crucificado no dia da Páscoa israelita.

E o que era a Páscoa israelita?  No capítulo doze de Êxodo encontramos a história da Páscoa original.  Os filhos de Israel mataram os cordeiros, e puseram o sangue sobre a verga da porta e nas duas ombreiras de suas casas.  E onde estivesse o sangue, o anjo da morte passava por cima daquelas casas, salvando-os da morte.  Depois da Páscoa havia uma santa convocação, ou Sábado anual.

Observe as datas:  “Porém no mês primeiro, aos catorze dias do mês é A PÁSCOA do Senhor.  E aos quinze dias do mesmo mês haverá FESTA” (Nm 28:16-17).

O cordeiro pascal, sacrificado todos os anos no dia 14 do primeiro mês, o mês chamado “Abibe”, tipificava o Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29). Cristo é a nossa Páscoa, sacrificada por nós (1 Co 5:7).

Jesus foi morto no mesmo dia em que se sacrificava o cordeiro pascal.  Ele foi sacrificado no dia 14 do mês de Abibe, o primeiro mês do ano hebraico.  E esse “dia de Páscoa”, que a Bíblia designa como “dia da preparação” para a festa, era o dia antes do Sábado anual, ou o grande dia de Sábado que era no dia 15 do mês de Abibe.  Esse Sábado anual pode ocorrer em qualquer dia da semana.  Frequentemente ocorre, e é observado ainda hoje, na quinta-feira.  Por exemplo, esse “grande dia de Sábado” caiu, entre outras datas, na quinta-feira nos anos 1972, 1975, 1979, 1982.

E o calendário hebraico mostra que no ano em que Jesus foi crucificado, o dia 14 de Abibe, dia da Páscoa, era uma quarta-feira. E o Sábado anual caía na quinta-feira. Esse era o Sábado que se aproximava quando José de Arimatéia se apressou a enterrar o corpo de Jesus, no final da tarde daquela quarta-feira.  Havia dois Sábados separados naquela mesma semana!

Que dia foi a ressurreição?
E agora, que dia da semana foi o dia da ressurreição?

As primeiras examinadoras, Maria Madalena e suas companheiras, vieram ao sepulcro no primeiro dia da semana (domingo), bem cedo, enquanto ainda estava escuro, e o sol estava a ponto de surgir, ao amanhecer (Mc 16:2; Lc 24:1; João 20:1).

E agora, aqui mostramos os textos bíblicos que muita gente supõe serem a confirmação de que a ressurreição aconteceu ao nascer do sol da manhã de domingo.  Porém os textos não dizem isso!

Quando as mulheres chegaram lá, a sepultura já estava aberta!  Naquela hora da manhã de domingo, enquanto ainda escuro, Jesus já não estava mais lá! Note como o anjo diz: “Já ressuscitou, não está aqui”! (Veja Mc 16:6; Lc 24:6; Mt 28:5-6.)

Jesus já tinha ressuscitado quando, ainda escuro, o sol começava despontar, na manhã de domingo!  Naturalmente que sim!  Ele se levantara da tumba, no final da tarde anterior, próximo ao pôr do sol.

Assim, desde que sabemos que Jesus foi enterrado no final da tarde de quarta-feira, e que a ressurreição ocorreu na mesma hora do dia, três dias depois, concluímos que a ressurreição de Jesus ocorreu no final da tarde de sábado.

O Sábado de descanso terminou ao pôr do sol.  A ressurreição aconteceu no final desse dia de Sábado, antes do começo do primeiro dia da semana.  Portanto, concluímos que não foi uma ressurreição no domingo, mas uma ressurreição no Sábado!

Será que Cristo cumpriu o Seu sinal?
Tudo isso está baseado na suposição de que Jesus cumpriu com Seu único sinal:  o de permanecer três dias e três noites na sepultura.

Todas as nossas evidências são baseadas na afirmação de Jesus antes da crucificação.  Porém, alguns dos críticos especialistas e doutores em divindade nos dizem que Jesus cometeu um erro – que Ele permaneceu na tumba a metade do tempo que disse.  Vejamos agora provas que mostrarão se Ele permaneceu, ou não, o tempo exato na sepultura, como afirmou.

Note que em Mateus 28:6, o anjo do Senhor deu esse testemunho, que agora apresentamos como evidência:

“Ele não está aqui, porque já ressuscitou como havia dito. E isso não teria acontecido a menos que tivesse ressuscitado na mesmíssima hora que profetizara!  Assim temos a prova do anjo do Senhor, registrada na Palavra Sagrada de Deus, confirmando que Jesus cumpriu o Seu sinal.  Ele esteve três dias e três noites “no seio da terra” – levantando-se na tarde de Sábado, não no domingo de manhã.

Uma outra prova de que Jesus esteve na sepultura o tempo integral como havia dito é encontrada em 1 Coríntios 15:3-4:

“Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.

Sua morte e enterro foram conforme as Escrituras – não em oposição a elas.

O terceiro dia, contado a partir da quarta-feira, na qual ocorreu o Seu enterro, era o Sábado; os três dias de permanência no túmulo terminavam realmente no sábado à tarde, pouco antes do pôr do sol, e não no domingo de manhã.

Que dia foi a crucificação?
Jesus foi crucificado na quarta-feira, no meio da semana.  Ele morreu pouco depois das três horas daquela mesma tarde; foi enterrado antes do pôr do sol, na tarde desse mesmo dia.  Agora conte três dias e três noites.

Seu corpo esteve na sepultura durante as noites de quarta, quinta e sexta-feira – três noites.  Também permaneceu lá durante a parte clara dos dias de quinta, sexta e sábado. Três dias.  Foi ressuscitado no sábado – no Sábado semanal, ao fim da tarde, pouco antes do pôr do sol, na mesma hora do dia em que foi enterrado!

É significante notar que segundo a profecia de Daniel sobre as “setenta semanas” (Dn 9:24-27), Jesus estava para ser cortado “na metade da semana”. Enquanto que nessa profecia um dia equivale a um ano, a semana converteu-se literalmente em sete anos, Cristo sendo “cortado” depois de três anos e meio de ministério.  Também é significante que Ele foi “cortado”, literalmente, no meio da semana.

Honestas objeções examinadas
Alguém certamente observará Marcos 16:9, pensando que esse texto diz que a ressurreição aconteceu no domingo.  Mas com uma cuidadosa análise, compreender-se-á que não foi assim.

O idioma grego, no qual foi escrito o Novo Testamento, não usa os sinais de pontuação da maneira que nós costumamos usar.  Por conseguinte, o texto grego carece de vírgula.  Os tradutores, nas edições em português, seguiram o mesmo padrão da maioria das edições em inglês, adotando uma pontuação errônea que leva o leitor a pensar que Jesus ressuscitou no domingo de manhã.

Depois da palavra “ressuscitado” deve-se colocar uma vírgula, separando as expressões para indicar que o que aconteceu no primeiro dia da semana, pela manhã, foi a aparição de Jesus depois de ter ressuscitado, sem mencionar quando ocorreu a ressurreição.

Traduzida, de modo correto, ler-se-ia tal passagem da seguinte maneira:

“E Jesus, tendo ressuscitado, na manhã do primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria Madalena …”

Se permitirmos que a Bíblia se interprete a si mesma, podemos chegar ao verdadeiro sentido desse versículo.  Portanto, agora, podemos entender claramente que cedo, ao amanhecer do primeiro dia da semana, na hora em que Jesus apareceu a Maria Madalena, a ressurreição já havia ocorrido.  Isto é, ocorreu no final da tarde do dia anterior.  Por isso é natural que se dissesse que Jesus no domingo de manhã já havia ressuscitado.  aEsse texto não nega, de maneira alguma, os outros que demonstram a ressurreição ter acontecido assim.

Uma outra passagem que pode causar confusão é Lucas 24:21:

“… mas agora, sobre tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram”.  “Essas coisas” incluem todos os acontecimentos pertinentes à ressurreição, tais como:  a prisão de Jesus, a entrega para ser julgado, o ato da crucificação, e, finalmente, a colocação do selo e da guarda na tumba, no dia seguinte, ou seja, quinta-feira.  Estude os versículos 18 até 20 que dizem “essas coisas” e também Mateus 27:62-66.  “Essas coisas” também não foram completadas até que a guarda foi estabelecida, na quinta-feira.

Se o texto diz que domingo era o terceiro dia desde que essas coisas foram feitas, domingo, sem dúvida, foi o terceiro dia, desde quinta-feira, mas não foi o terceiro dia desde sexta-feira.  Assim, esse texto não poderia ser usado como prova da crucificação na sexta-feira.

Há ainda uma prova final e conclusiva dessa verdade.

Um texto vital que prova, sem equívoco algum, que houve dois Sábados naquela semana, encontra-se obscurecido por quase todas as traduções da Bíblia.  Parece que a tradução em inglês, de Ferrar Fenton, é uma das poucas que apresentam esse ponto corretamente.

Veja Mateus 28:1.  Nas versões comuns lê-se:  “E, no fim do sábado”, ou mais corretamente, “depois do sábado”.  Note que é usada a palavra Sábado, no singular. Porém no original grego a palavra está no plural.  Fenton traduz corretamente quando diz:  “Depois dos SÁBADOS”, embora ele não traduza o resto do verso tão bem.  Numa nota abaixo ele diz:  “A palavra grega original está no plural:  ‘Sabados’.”

De acordo com Marcos 16:1, Maria Madalena e suas companheiras não compraram os aromas para ungir o corpo de Jesus até que o Sábado tivesse passado.  Elas não poderiam prepará-los até então – mesmo assim, depois de preparar os aromas elas descansaram no dia de Sábado de acordo com o mandamento (Lc 23:56).

Estude esses dois textos cuidadosamente!

Só existe uma explicação possível:  Depois do Grande Dia de Sábado, anual, o festival dos Dias dos Pães Asmos – que caiu na quinta-feira – as mulheres, na sexta-feira, compraram e prepararam os aromas, e depois, descansaram no Sábado semanal, o sétimo dia da semana, de acordo com o mandamento (Ex 20:8-11).

A comparação desses dois textos prova que houve DOIS Sábados naquela semana, com um dia entre eles.  De outra forma esses textos se contradizem.

Temos visto neste livreto, como um dia, tão venerado pelos que se dizem cristãos, não tem base bíblica.

Além do Domingo de Páscoa ou Ressurreição, precisamos examinar, à luz da verdade bíblica, outros dias que comumente se celebram em nosso mundo cristão.  Um desses é o Natal.

Convidamos ao prezado leitor a fazer pesquisa sobre outros dias venerados pela sociedade ocidental como a Páscoa Florida e o Natal.  No devido tempo teremos artigos sobre esses assuntos.  A origem desses dias o surpreenderá. Já é tempo de sabermos em que baseamos a nossa crença religiosa, e descobrirmos se devemos ou não observar esses dias.

ANEXOS

O ÚNICO SINAL
Jesus entregou aos fariseus o ÚNICO SINAL, que seria dado a eles, de que era o filho de Deus:  “Mas ele lhes respondeu:  Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal se lhe dará, senão o do profeta Jonas; pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra” (Mt 12:39-40).

Isso significa que estaria 72 horas no túmulo, tal como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe (Jonas 1:17).  Jesus disse claramente que seria morto, “e que depois de três dias ressuscitaria” (Mc 8:31).  O gráfico abaixo mostra a seqüência correta de três dias e três noites:

Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado Domingo
Crucificado às

9:00 e morre às 15:00.Enterrado

ao pôr-do-sol. Começam as 72 horas.Dia Santo e de repouso, Primeiro Dia dos Pães Asmos. (João 19:31)Mulheres compram

e preparam as especiarias

(Mc 16:1; Lc 23:56)Descansaram no sábado (Lc 23:56) Ao anoitecer

quando se completam as 72 horas Jesus ressuscita.Mulheres chegam com as especiarias antes da madrugada, Jesus não está, Já havia ressuscitado.

DIAGRAMA ERRADO

SEXTA SÁBADO DOMINGO
Noite Dia Noite Dia Noite Dia
Fim do Dia

SEPULTAMENTO   RESSURREIÇÃO Primeira Noite Primeiro Dia Segunda Noite

O diagrama interpreta a teoria incorreta da morte de Jesus na sexta-feira. Se isto houvesse acontecido, Ele teria passado na sepultura somente a noite de sexta-feira para sábado e a de sábado para domingo, até a hora incerta o que daria apenas UMA noite e parte de outra. Teria passado apenas o sábado na sepultura, pois fora sepultado ao pôr-do-sol de sexta-feira; e, nenhuma parte do dia de domingo. Logo passaria Ele apenas, duas noites e um dia, não se cumprindo, portanto, a profecia de Cristo.

DIAGRAMA CORRETO DO DIA DA MORTE DE CRISTO

DOMINGO SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA SÁBADO
N D N D N D N D N D N D N D
DIA DO SEPUL-TAMENTO 1º dia 2° dia 3º dia RESSURREIÇÃO
Legenda: D=dia N=noite 1a. Noite   2a. Noite   3a.Noite

Esse diagrama interpreta a realidade.  A parte escura do diagrama representa as noites e a clara, os dias.  Uma vez que Jesus morreu na quarta-feira e fora sepultado ao pôr-do-sol, temos de contar daí para diante três dias e as três noites, conforme mostra o diagrama.  ƒb
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